Estes dois gigantes africanos vão medir forças pela quarta vez na história da CAN, com os Leões Indomáveis invictos frente aos Leões do Atlas, tendo vencido por duas vezes e empatado uma. O primeiro duelo entre ambos na CAN, em 1986, terminou empatado 1-1 na fase de grupos.
Enquanto Marrocos terminou no topo do Grupo A com sete pontos, Camarões ficou em segundo lugar no Grupo F, também com sete pontos. Os Leões Indomáveis somaram duas vitórias e um empate, tal como Marrocos.
Os Camarões começaram a sua campanha com um triunfo por 1-0 frente ao Gabão, empataram 1-1 com os campeões africanos Costa do Marfim e fecharam a fase de grupos com uma vitória por 2-1 sobre Moçambique. Este último triunfo permitiu-lhes chegar à fase a eliminar, onde defrontaram África do Sul e venceram por 2-1.
Quanto a Marrocos, começou com uma vitória por 2-0 frente às Comores, derrotou a Zâmbia por 3-0 e empatou 1-1 com o Mali. Nos oitavos de final, enfrentou a Tanzânia e marcou aos 64 minutos, por Brahim Diaz, garantindo o triunfo por 1-0.
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Falando antes do duelo dos quartos de final, Pagou recusou-se a comentar os encontros anteriores, sublinhando apenas que vão fazer tudo para desafiar Marrocos. "O passado não garante o futuro," afirmou Pagou aos jornalistas, citado pelo Sports le 360.
"Especialmente no futebol. Pode-se ter muito sucesso ontem e fracassar hoje. Os jogos entre as duas nações pertencem ao passado. Marrocos, este país amigo e irmão, é o favorito natural. Um semifinalista do Mundial. Vai ser um jogo muito difícil contra uma equipa de grande qualidade. Vamos tentar desafiar-los. O que caracteriza os camaroneses é a sua coragem. Mesmo quando há uma montanha para ultrapassar. É a força mental que faz a diferença."
Pagou prosseguiu: "Estamos orgulhosos de estar aqui. Estamos focados. Marrocos está no topo; é uma equipa formidável. O desafio não será fácil, mas estamos prontos para o enfrentar. Os meus jogadores são jovens e querem deixar a sua marca na história do futebol. Tenhamos paciência com eles."
Questionado se os Camarões estavam preparados para o desafio, respondeu: "Numa competição como esta, a sala de tratamentos está sempre ocupada. Mas há lesões que os jogadores conseguem gerir. Também tentamos apoiá-los psicologicamente. Nem sempre estamos satisfeitos. Procuramos sempre a perfeição. Mas há muitos aspetos a melhorar, tanto ofensivamente como defensivamente. Temos jogadores experientes que fizeram o necessário para nos tranquilizar. É um quarto de final contra o país anfitrião, que tem jogadores individuais muito fortes e uma equipa de alto rendimento. Marrocos não perde em casa há muito tempo. Isso é uma motivação extra. Vai ser uma batalha mental."
Sobre o desempenho do avançado Bryan Mbeumo, que já disputou jogos na CAN-2025 e ainda não marcou, mas fez uma assistência, Pagou respondeu: "Mbeumo é daqueles jogadores que precisam de ser incentivados de vez em quando para se expressar, sobretudo no balneário. Quis que ele fosse uma força motriz neste grupo, e ele assume bem esse papel. Tem um papel de liderança na equipa."
Pagou concluiu: "Marrocos estará melhor preparado para nos ultrapassar. Estamos na nossa bolha, e todos os nossos jogadores são jovens. Nem sequer tinham nascido em 1988. Marrocos tem grandes futebolistas; o vencedor da Bola de Ouro de 2025 será Achraf Hakimi. O estádio vai estar cheio, mas ouviremos mais os cânticos dos camaroneses."
Sobre a arbitragem, disse: "Estamos aqui para gerir os nossos jogadores no relvado; o árbitro está lá para dirigir o jogo. Não me posso comparar a Walid Regragui. Estou apenas a começar, e ele chegou a uma meia-final do Mundial e orgulha os treinadores africanos."
Uma vitória frente a Marrocos levará os Camarões à sua 11.ª meia-final.

