Acompanhe aqui as incidências do encontro
Num clima festivo, a energia era grande em Casablanca. O primeiro lance de destaque aconteceu aos seis minutos, quando um canto para Comores resultou numa finalização de Myziane Maolida, cujo remate foi travado em cima da linha. Ambas as equipas demonstraram otimismo, ainda que a qualidade no último terço do terreno tenha deixado a desejar.

Comores chegou a pensar que tinha inaugurado o marcador após um brilhante drible individual e assistência de Rafiki Said, que serviu Myziane Maolida para empurrar a bola para a baliza deserta, mas a alegria durou pouco, já que o golo foi anulado devido a uma falta de Yacine Bourhane no início da jogada jogada.
A Zâmbia começou a ganhar mais confiança, principalmente através de lançamentos laterais longos e a melhor chance foi de Kings Kangwa, que rematou por cima da baliza de longe. Embora Comores tenha sido a melhor equipa, a segunda parte decorreu sem grandes lances de qualidade, até ao minuto 81, quando Faiz Selemani se antecipou a Willard Mwanza num cruzamento perigoso, mas cabeceou por cima da baliza. Ambas as equipas fizeram várias substituições, mas nenhuma conseguiu encontrar o caminho da vitória. As defesas neutralizaram os ataques, com a segunda parte a produzir apenas 0,20 golos esperados (xG) no total.
O empate beneficia certamente mais a Zâmbia, que empatou na estreia frente ao Mali, mas defronta agora Marrocos, um dos favoritos ao título, no seu último jogo. Para as Comores, a esperança é continuar a somar para tentar chegar aos oitavos de final pela segunda vez na história, quando defrontarem o Mali. A última jornada vai definir o resultado do Grupo A.

