Presidente da CAF prepara-se para alargar as finais da CAN a 28 seleções

Patrice Motsepe, presidente da CAF, ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino
Patrice Motsepe, presidente da CAF, ao lado do presidente da FIFA, Gianni InfantinoReuters / Amr Abdallah Dalsh

O número de seleções a disputar as finais da Taça das Nações Africanas (CAN) poderá aumentar para 28, afirmou esta sexta-feira o presidente da Confederação Africana de Futebol, Patrice Motsepe, reiterando que a competição passará a realizar-se de quatro em quatro anos no futuro.

Motsepe revelou numa conferência de imprensa, na capital da Tanzânia, que existem planos para aumentar o número de finalistas para 28 equipas, sem, no entanto, indicar uma data concreta para a implementação da mudança.

A Taça das Nações tem contado com 24 finalistas nas últimas quatro edições, depois de ter sido alargada de um torneio com 16 equipas.

As 24 equipas foram divididas em seis grupos de quatro, mas Motsepe não explicou de que forma as restantes quatro equipas seriam integradas na competição no futuro.

A CAF conta com 54 associações-membro, pelo que um quadro de 28 equipas representaria mais de metade dos membros.

Motsepe reiterou, contudo, que a Taça das Nações passará a disputar-se de quatro em quatro anos após 2028, uma decisão que gerou muitas críticas quando foi anunciada em dezembro.

Desde 1968 que a competição se realiza de dois em dois anos.

Motsepe negou as notícias veiculadas pela comunicação social de que as finais de 2027 seriam retiradas ao Quénia, Tanzânia e Uganda, que estão designados para coorganizar a próxima Taça das Nações, devido a preocupações de que as infraestruturas dos três países da África Oriental não estariam prontas a tempo.

“A CAF e o futebol africano vão alcançar um enorme sucesso este ano e nos próximos anos. Acreditamos que o Quénia, a Tanzânia e o Uganda vão organizar uma boa competição no próximo ano”, afirmou Motsepe.

O presidente da CAF referiu que o futebol africano ficou envergonhado pelos incidentes que mancharam a final de 2025, com o Senegal a abandonar o relvado após ter sido assinalada uma grande penalidade contra a sua equipa.

“Estou profundamente desiludido com os acontecimentos inaceitáveis que ocorreram durante a final”, declarou Motsepe aos jornalistas.

“Vamos alterar os estatutos da CAF e o código disciplinar para garantir que os nossos órgãos judiciais tenham autoridade para aplicar sanções que reflitam a gravidade deste tipo de conduta. O nosso objetivo é proteger a integridade, reputação e prestígio global do futebol africano", acrescentou.

O Senegal, que venceu a final, e Marrocos foram ambos multados pelos incidentes caricatos ocorridos na decisão do mês passado, em Rabat.