O pequeno jogador nascido em Espanha está em todo o lado, desde cartazes nas cidades a inúmeros anúncios televisivos, para além das suas exibições de gala no relvado, onde se tornou um dos favoritos dos adeptos e um dos melhores jogadores do torneio.
Um golo de Brahim Diaz em cada um dos cinco jogos de Marrocos impulsionou a equipa até às meias-finais e manteve viva a esperança de conquistar o primeiro título em 50 anos.
Mas mais do que os seus golos, tem sido a sua constante capacidade de drible e de desestabilizar as defesas adversárias que o tem destacado nesta sua primeira Taça das Nações. No triunfo dos quartos de final frente aos Camarões, na sexta-feira, Brahim Diaz acrescentou ainda mais ao seu jogo, segundo o treinador Walid Regragui.
"O que mais aprecio é que não se limitou a marcar, mudou a sua mentalidade", afirmou o treinador.
"O que fez (na sexta-feira) foi correr, lutar e segurar a posse de bola. Enviou uma mensagem aos seus colegas. É muito importante para o moral da equipa quando se vê o melhor jogador a correr daquela forma. Ele pode ser o melhor jogador do mundo, se assim o quiser", acrescentou Regragui.
Brahim Diaz tornou-se um improvável rosto de cartaz do país do norte de África, mesmo falando melhor inglês do que árabe.
O jogador de 26 anos é natural de Málaga, filho de pai oriundo do enclave espanhol de Melilha, no território marroquino, e de mãe espanhola.
Com dificuldades para jogar no Real Madrid
O Manchester City contratou-o quando tinha 14 anos e toda a família mudou-se para Inglaterra, onde o seu pai, Sufi Abdelkader Mohand, decidiu que seria mais fácil usar o apelido da mãe.
Com 19 anos, transferiu-se para o Real Madrid, após 15 jogos pela equipa principal, sob o comando de Pep Guardiola e, embora esteja longe de ser titular na LaLiga, é agora um dos principais futebolistas africanos.
Marrocos tem, há muito, uma política agressiva de atrair jogadores da sua vasta diáspora na Europa e Brahim Diaz foi uma grande conquista quando mudou a sua nacionalidade futebolística, depois de ter representado Espanha num amigável frente à Lituânia, em meados de 2021.
Na altura, a imprensa espanhola referiu que a falta de interesse da seleção nacional em Brahim Diaz pesou na sua decisão e, desde a estreia por Marrocos num amigável frente a Angola, em 2024, nunca mais olhou para trás.
Conta agora com 13 golos em 20 internacionalizações e uma legião de seguidores que atingirá o auge se conseguir ajudar o país a conquistar a Taça das Nações em casa.
