Recorde as incidências da partida
"É um sonho de criança que se concretiza", declarou Mané, de 33 anos, que já tinha anunciado que iria disputar no Marrocos a sua última Taça Africana das Nações, depois de vencer a meia-final frente à Egito (1-0).
Perante o anfitrião marroquino, quando os seus colegas de equipa tinham abandonado o relvado em protesto contra o penálti assinalado a favor de Brahim Díaz nos descontos, foi a estrela senegalesa quem os incentivou a regressar ao campo para terminar o encontro.
"Sinceramente, penso que teria sido mesmo triste e lamentável ver uma final terminar desta forma. É impossível transmitir uma imagem destas ao mundo inteiro. Sabem, o futebol africano está a ser acompanhado, o futebol africano evoluiu de forma incrível. Preferia perder do que acabar assim. Foi isso que me levou a dizer aos rapazes para voltarem ao relvado e jogarem o nosso futebol", considerou Mané.

Na véspera do jogo, Pape Thiaw comentou a decisão de Mané de terminar a carreira internacional após o Mundial-2026, que será organizado no Canadá, nos Estados Unidos e no México, onde o Senegal vai defrontar a França a 16 de junho em Nova Iorque, na estreia das duas equipas.
"Hoje, quando se chama Sadio Mané, a decisão já não lhe pertence. Há um povo por trás e gostaria de o ver continuar. Penso que esta decisão foi tomada a quente. O país não concorda", afirmou Thiaw, determinado a convencer o seu extremo esquerdo a mudar de ideias.
"Espero que não seja a sua última Taça Africana das Nações", disse também Kalidou Koulibaly, o capitão senegalês, que esteve suspenso na final e concedeu a Mané o privilégio de levantar o troféu em primeiro lugar.
"O Sadio é um jogador muito importante para nós. É alguém que entrega todo o seu corpo, toda a sua energia a África, ao Senegal. Hoje, merecia erguer este troféu porque procurou-o durante muito tempo", explicou o defesa central.
