No último painel do Congresso do Futebol Português, na Cidade do Futebol, em Oeiras, o Diretor Técnico Nacional da FPF admitiu analisar o alargamento da Supertaça Cândido Oliveira para quatro equipas, com meias-finais e final, a disputar no estrangeiro.
“É uma hipótese a ponderar, a pensar, deve ser refletida internamente a possibilidade de mais clubes participarem na competição”, admitiu Óscar Tojo, no final do painel sobre as competições de clubes.
Antes, o responsável já tinha apresentado a sugestão de remeter para a quarta eliminatória da Taça de Portugal a entradas dos clubes da Liga, deixando de ser na terceira, assim como a eliminação do formato de meias-finais a duas mãos.
“Sentimos, claramente, com o aumento da densidade competitiva, que temos a responsabilidade de proteger os clubes presentes nas competições profissionais, que passam pela entrada na quarta eliminatória e retirar as duas mãos nas meias-finais”, justificou.
O DTN da FPF assumiu reservas na alteração do formato da Liga 3 - “na dúvida, preferimos manter” –, preconizando mudanças nas competições de sub-23, sem concretizar quais.
No mesmo espaço de debate, que encerrou o primeiro dia do evento, na Arena FPF, foi avançada a possibilidade de ser alargado o Campeonato de Portugal, o quarto escalão nacional, de 56 para 64 clubes, divididos por quatro séries – cada uma com 16 emblemas -, aumentando, assim, a competição para 30 jornadas, promovendo os vencedores de cada uma das poules e mantendo a descida de 20 equipas (cinco em cada).
A FPF pretende ainda uniformizar o modelo das competições nacionais de iniciados, juvenis e juniores, assim como retirar as quotas de acesso à primeira divisão nos escalões de formação das equipas insulares.
