Mourinho admite lesão de Ríos, diz que a melhor equipa perdeu e atira: "Desistir nunca"

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José Mourinho chateado pelos jogadores
José Mourinho chateado pelos jogadoresMIGUEL LEMOS / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Leia abaixo as declarações do treinador do Benfica, José Mourinho, após a vitória derrota com o FC Porto (1-0), nos quartos de final da Taça de Portugal.

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Análise: "As justificações são óbvias: a melhor equipa perdeu, mas a melhor equipa não fez golos e sofreu um. Controlamos o jogo a bel-prazer, contra uma equipa com muita intensidade a defender e a atacar, uma equipa de atletas com DNA de verdadeiros atletas. Gente que corre e pressiona muito, que recupera bola e aprofunda muito, mas o Benfica dominou de início ao fim. Sofremos o golo de bola parada, onde, em função de muitas ausências, os jogadores que estavam em marcação individual eram Barreiro, Dahl e Dedic a marcar Bednarek, Froholdt, Kiwior e companhia.

Trabalhamos muito as bolas paradas defensivas porque sabíamos que não tínhamos Otamendi e Enzo (Barrenechea) - que estava no banco mas era um risco demasiado grande. Controlamos o jogo a bel-prazer, sem muitas oportunidades claras, mas com um domínio que me pareceu claro contra uma equipa que está com moral em alta. Os seus adeptos aceitam que a sua equipa esteja 45 minutos a defender no seu meio-campo em casa e o golo que falhamos no último minuto é elucidativo do que lhe estou a dizer. Se, no jogo passado com o SC Braga, estava chateado com os jogadores, hoje estou chateado pelos jogadores porque fizemos um bom jogo".

Sente a época perdida?: "Fui contratado para trazer títulos para o Benfica numa situação difícil, que começou mal".

Sente os adeptos consigo?: "Porque me está a fazer essa pergunta diretamente? Acha que sou importante? Não sou importante, o Benfica é importante, eu não". 

Lesão de Richard Ríos: "É uma lesão importante".

Conferência de imprensa: 

"Acho que (merecíamos outro resultado) sim. Não é fácil jogar contra o FC Porto, principalmente no Dragão, e fazê-lo da maneira que o fizemos. A oportunidade falhada ao minuto 90 é elucidativa. Não tivemos problemas no jogo, obviamente que faltou o golo, que podíamos ter feito na primeira e na segunda parte, para termos um resultado completamente diferente.

O objetivo (de jogar com Prestianni e Sidny Lopes Cabral) foi ter jogadores abertos, que limitassem o jogo ofensivo dos laterais do FC Porto e, ao mesmo tempo, proporcionassem situações como as que tivemos. Com as ausências que tínhamos, sem Otamendi, com Ríos limitado e mais tarde de saída, a equipa perde fisicalidade contra uma equipa que vive da fisicalidade e, por isso, tínhamos de ter bola e ser mais agressivos.

Estou contente com a minha equipa, ao contrário do que já aconteceu, mas hoje estou chateado com o resultado da minha equipa. Ganhar é o mais importante. Não interessa como. O FC Porto ganhou. Um abraço aos meus jogadores, a quem não tenho nada a apontar.

Quando não há competições para ganhar, há jogos para ganhar. O objetivo não muda. É para ganhar. É o Benfica, sou eu, é fácil motivar (o plantel). Mais do que treinador, enquanto pessoa, desistir nunca.

(O Ríos) disponibilizou-se para vir à luta. É uma lesão importante, mas que um jogador com a sua mentalidade encara de maneira diferente. Este é o tipo de jogador que não vai pensar no futuro, mas na equipa quando ela mais precisa. Acho que ainda nos vai ajudar esta época".

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