Taça de Portugal: Declarações dos treinadores após o Fafe-Torreense (1-1)

João Gonçalo, guarda-redes do Fafe, foi expulso aos 55 minutos após falta sobre Kévin Zohi
João Gonçalo, guarda-redes do Fafe, foi expulso aos 55 minutos após falta sobre Kévin ZohiESTELA SILVA/LUSA

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Fafe - Torreense (1-1), da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal de futebol, disputado esta quarta-feira, no Parque Municipal de Desportos, em Fafe.

Recorde as incidências da partida

Mário Ferreira (treinador do Fafe):

“É um jogo da Taça de Portugal, das meias-finais. É um jogo importante, de uma competição que tem história. O trajeto realizado pelo Fafe e pelo Torreense é de enaltecer. Relativamente ao jogo, o Fafe foi superior, tanto nos momentos ofensivos e defensivos. A nossa equipa conseguiu superiorizar-se, com a ajuda do fator casa. Marcámos numa bola parada na primeira parte e sofremos um pouco numa bola parada defensiva (cabeceamento do Torreense ao poste).

A expulsão (do João Gonçalo) deixa-me algumas dúvidas. Foi difícil reentrar no jogo. Quando a equipa se apanhou em igualdade numérica nos últimos 10 minutos, conseguiu reequilibrar o jogo.

Há confiança da equipa para esse jogo da segunda mão da competição. O Fafe pode sonhar em chegar à final da Taça de Portugal. Vamos jogar fora, contra uma equipa com muito valor, que está a lutar por uma subida de divisão e que tem um trajeto meritório na Taça de Portugal. Quando chegar essa data, vamos preparar esse jogo.

O Manu foi uma contratação que teve de ser feita (para a baliza face às lesões dos outros dois guarda-redes). Se não viesse ele, tinha de vir outro guarda-redes. O Manu veio para acrescentar. Há uma confiança total nas capacidades dele. Certamente vai ajudar o nosso trabalho. Estou tranquilo com ele.

Temos um objetivo claro, a manutenção (na Liga 3). Queremos uma fase de manutenção que não se desvie do que foi feito até agora. Temos de ter uma capacidade mental forte, acima da média, para conseguir essa manutenção o mais rapidamente possível, frente a equipas com muito valor”.

Luís Tralhão (treinador do Torreense):

“A expulsão (de João Gonçalo, do Fafe) é um momento importante do jogo. Estava a ser difícil para nós, mas entrámos bem na segunda parte e já estávamos a ter um ascendente diferente em jogo. Acabámos por provocar a expulsão. Há que enaltecer a postura da equipa na segunda parte. Fomos em busca do empate e conseguimos.

Sabíamos que o Fafe era uma equipa muito perigosa no contra-ataque. Estava a tentar aproveitar o espaço nas costas da defesa. Não estávamos à espera que o relvado estivesse nestas condições. Ficámos presos a algumas ideias que tínhamos trabalhado e que não estavam a surtir efeito, como o jogo interior e as combinações laterais. Com o apoio dos adeptos, a galvanizar o Fafe, houve algumas situações em que o Fafe esteve por cima. Mas o lance mais evidente da primeira parte foi nosso, o cabeceamento ao poste.

Sabíamos que o Fafe era muito forte nas bolas paradas. Estivemos competentes em quase todos os lances, menos no último canto da primeira parte. Temos de analisar o lance. Certamente também houve mérito deles.

No cômputo geral, foi ajustado o resultado, pelo que eles criaram na primeira parte e nós na segunda. Com mais um, tivemos a ilusão de chegar à vitória. Os jogadores deram tudo, mas, no campo em que estávamos a jogar, era muito difícil. A equipa sabia que havia três equipas da Liga que tinham perdido aqui. Queríamos ganhar aqui, mas sabíamos que dificilmente a eliminatória ficaria fechada.

Mesmo que tivéssemos sofrido uma derrota, teríamos essa sensação (de que é possível chegar à final). Queremos muito chegar à final. Pode ser um feito histórico para cada um de nós. Representamos um clube que pode ir pela segunda vez à final, a primeira neste século, e uma região”.

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