Taça de Portugal muda em 2026/27: Meias-finais passam a ser só a uma mão

Acesso à final do Estádio Nacional passa a ser a uma mão
Acesso à final do Estádio Nacional passa a ser a uma mãoFPF

Pedro Proença anunciou, num espaço de opinião no jornal ABOLA, a reformulação da Taça de Portugal para 2026/27. Equipas da Liga Portugal vão entrar uma ronda mais tarde e meias-finais passam a ser só a uma mão.

Num espaço de opinião publicado na edição desta quarta-feira do jornal ABOLA, Pedro Proença anunciou mudanças no formato da Taça de Portugal, a serem implementadas já em 2026/27.

A mais significativa é a alteração das meias-finais. Neste momento, o acesso ao jogo decisivo acontece a duas mãos, favorecendo, teoricamente, o adversário mais forte, mas na próxima época passa a ser a jogo único, como o resto da competição.

Outra alteração anunciada é a entrada das equipas da Liga Portugal na quarta eliminatória, ou seja, uma ronda mais tarde em relação ao modelo atual.

É a nossa resposta a uma necessidade urgente, estando disponíveis para, nas provas organizadas pela Liga Portugal, validar aquele que for o modelo definido pelos clubes, que deve ter em conta os interesses, financeiros e desportivos, do futebol profissional”, justificou Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

Em matéria de arbitragem, Pedro Proença explicou que a FPF irá apresentar este mês o “Plano Nacional de Arbitragem”, numa medida que considera ir mudar o setor, garantindo também que as medidas já criadas, e que estão em vigor, têm dores de crescimento, mas trarão resultados.

A criação de uma carreira independente de VAR, o nascimento do cargo de Diretor Nacional de Arbitragem, a publicitação das avaliações de árbitros e VAR são passos dados com firmeza por este novo CA, liderado por Luciano Gonçalves, e os resultados farão sentir-se, estou convicto, muito em breve”, referiu.

Em relação ao plano que pretende apresentar, enfatiza que o mesmo mudará o setor, culminando com a “criação de uma entidade externa para a arbitragem profissional”.

Passo que, embora dependente de uma mudança no Regime Jurídico das Federações, é inevitável. 2026 marcará o início da discussão do tema, envolvendo (desta vez de forma efetiva) FPF, APAF e Liga Portugal”, adiantou.

No que diz respeito à centralização dos direitos audiovisuais, o dirigente considera que este ano será um verdadeiro ‘Game Changer’.

Em articulação com a FPF, a Liga Portugal apresentará à Autoridade da Concorrência o modelo de comercialização dos Direitos Audiovisuais centralizados, o último passo antes de poder ir ao mercado e implementar a Centralização a partir de 2028/2029. O caminho iniciado em 2021 entra na sua reta final e é tempo de começarmos, todos, a cuidar do produto que queremos vender. Aprovar o Regulamento Audiovisual e o Regulamento de Controlo Económico, promover um eficaz combate à pirataria e defender, sempre, o espetáculo, dentro e fora de campo”, explicou.

Um tema em que considera que o sucesso da centralização exige “uma política geoestratégica concertada” em torno da venda desses direitos a nível internacional, com uma “aposta forte em mercados bem identificados e definidos”.

Depois de enaltecer também as conquistas de 2025 na FPF, com a Liga das Nações, o Europeu e Mundial de sub-17 de futebol ou o Europeu de sub-19 de futsal, Proença deixou ainda uma palavra à memória de “heróis que não se esquecem”.

“Sofremos as partidas, irreparáveis, de Diogo Jota e Jorge Costa. Não há vitória nem título, que nos faça recuperar de perdas tão relevantes, mas havemos, a cada vitória e a cada título, de nos lembrar dele. É esse o compromisso que assumimos: não deixar morrer, nunca, a memória de Diogo Jota e de Jorge Costa. Nem de nenhum dos heróis que fizeram da FPF aquilo que é hoje. Porque a memória será sempre o nosso bem mais precioso”, garantiu.

A finalizar, Proença manifestou o desejo que 2026 seja de Portugal e não só na América, numa alusão a um ano em que se disputa o Mundial de futebol, coorganizado por Canadá, México e Estados Unidos.