No dia em que cumpre o primeiro ano do mandato na liderança federativa, o antigo árbitro e presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) apresentou aos sócios da FPF o plano estratégico para o organismo para o período entre 2024 e 2036.
Este cenário a três mandatos reduz as 433 propostas do manifesto eleitoral para 366 medidas, das quais reivindica já a concretização de 65. Das restantes, 258 devem ser cumpridas no primeiro mandato, até 2028, 78 no segundo e as últimas 30 no terceiro e último legalmente permitido.
Os oito pilares que sustentaram a candidatura sufragada e eleita em 14 de fevereiro de 2024, com 75% dos votos, contra os 25% de Nuno Lobo, passaram, neste plano estratégico a 10, com a introdução de um vetor dedicado ao futebol feminino, com destaque para a profissionalização da Liga, e outro ao conhecimento e à inovação.
Neste plano, a FPF pretende ser pioneira a nível mundial na criação da primeira licenciatura em futebol, em 2028, e com a fundação da Universidade do Futebol, a construir na quinta fase da Cidade do Futebol, em Oeiras.
Se o plano programático tinha como lema unir o futebol, este documento, elaborado com a consultora EY, assume a vontade de fazer de Portugal a nação do futebol, seguindo a tão vincada “nova cultura de vitória”, inúmeras vezes destacada por Pedro Proença.
A conquista de um título de futebol masculino sénior, num Europeu ou Mundial, surge entre os 27 objetivos apontados neste plano até 2036, juntamente com a chegada ao primeiro lugar do ranking mundial, entre várias outras metas igualmente ambiciosas.
O atual número de 251 mil federados deve chegar aos 400 mil, 50 mil dos quais do sexo feminino, contrastando com as atuais 21 mil, enquanto os árbitros devem quase triplicar, de 4.442 para 13.000, enquanto a FPF aspira ainda ao registo de quatro milhões de adeptos – presentemente são 531 mil – e aumentar de 40,2 para 70 milhões de euros as receitas com merchandising, patrocínios e licenciamento.
Nas competições nacionais, além de ambicionar a profissionalização da Liga feminina, com o aumento de quatro para 10 as equipas com este estatuto, Proença, depois de reduzir as meias-finais da Taça a um só jogo e da entrada dos clubes do topo da Liga apenas na quarta eliminatória, admite mais mudanças.
Até 2028, o presidente da FPF defende a discussão do formato da Supertaça Cândido de Oliveira e da Taça de Portugal, com a possibilidade de introdução de uma final four.
Em termos internacionais, além de recuperar a ideia de uma Supertaça Ibérica, aponta a organização do Mundial-2030, conjuntamente com Espanha e Marrocos, como uma oportunidade para a afirmação da FPF e do país.
Este plano vai ser complementado por nove outras áreas de abordagem, a apresentar no dia 05 de março, dedicados à arbitragem, ao futsal, ao futebol feminino, ao walking football, à formação, ao futebol regional, ao futebol de praia, aos treinadores e scouting.
