Treinador do Fafe lembra "potencial das divisões inferiores", João Santos fala em "jogo especial"

Fafe apurado para as meias-finais da Taça de Portugal
Fafe apurado para as meias-finais da Taça de PortugalHUGO DELGADO/LUSA

Declarações após o jogo Fafe – SC Braga (2-1), dos quartos de final da Taça de Portugal de futebol, disputado no Parque Municipal de Desportos, em Fafe:

Recorde as incidências da partida

Mário Ferreira (treinador do Fafe):

“Fizemos um jogo competente. Sofremos o golo e ficámos sujeitos a outro lance de perigo, mas o foco estava no plano estratégico. Era este o caminho que tínhamos delineado. Nos poucos dias de treino para preparar este jogo, os jogadores foram extraordinários. Não temos as condições e a grandeza de plantel do SC Braga. O foco esteve na recuperação. Preparámos muito bem o jogo no sentido estratégico.

Sabíamos que o SC Braga vinha para dar uma resposta ao jogo da Taça da Liga. Do ponto de vista defensivo, só cometemos um erro, no golo do SC Braga. Estivemos muito fortes na nossa presença, a circular a bola e a variar o centro do jogo, para fazermos os dois golos como fizemos.

É de realçar o ambiente que se viveu aqui. É algo histórico e único. Estamos a falar de uma cidade com 50 mil habitantes, que vive muito o futebol, muito apaixonada. O que se viveu aqui hoje não é de um clube de Liga 3. É de um clube que merece, num futuro próximo, estar nas competições profissionais.

Preferimos qualquer adversário (nas meias-finais). Na eliminatória anterior, queríamos jogar em casa, mas tivemos uma deslocação dificílima (a Évora). Revertemos uma fase negativa com uma vitória, com muitos adeptos do Fafe em Évora. A próxima eliminatória tem de ser vivida com responsabilidade.

Há coisas no futebol português que estão bem e há outras que não estão tão bem (a propósito da vitória do Fafe poder mudar a perceção que existe sobre o futebol português). O potencial das divisões inferiores é enorme. As provas estão dadas. É preciso que nós, homens e mulheres nesta indústria, possamos mais condições de visibilidade a quem trabalha. O nível da Liga 3 é elevadíssimo”.

João Santos (jogador do Fafe):

"É um sentimento especial (marcar no triunfo sobre o SC Braga). Sabíamos que íamos ter algumas oportunidades em contra-ataque. Antes do golo, falhámos algumas oportunidades. Poderíamos ter sido mais eficazes.

Em casa, tentámos fazer com que seja difícil ganhar ao Fafe. Temos o apoio dos nossos adeptos, e tentamos fazer deste estádio uma fortaleza.

É certamente um dos (golos) mais especiais da minha carreira. Está ligado às meias-finais da Taça de Portugal. Fizemos história. Este é um dos jogos mais marcantes.

Jogar contra um grande é sempre marcante na carreira de um jogador, mas não temos preferência. Queremos desfrutar do momento. Vamos fazê-lo da mesma maneira na meia-final”.

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