Questionado por mais reforços, Villas-Boas foi claro ao dizer que, "em princípio", não haverá caras novas após o mês de janeiro, mas não fechou a porta a "possibilidades de última hora", embora não esteja a contar com surpresas.
“Em princípio não. Estamos atentos a possibilidades que possam surgir à última hora, não só no mercado mas também se vierem a ser assediados os nossos atletas. Não esperamos surpresas, queremos manter a equipa como ela está, bem constituída e bem trabalhada. Tivemos a lesão grave no Neuhén Pérez, que foi substituído pelo Thiago Silva, e temos uma lesão também prolongada do Luuk de Jong, mas não sabemos se iremos ao mercado ou não. Reforçámo-nos com um extremo, que era uma posição que necessitávamos, e depois iremos ver se há possibilidades ou não de fazermos mercado. Da parte do treinador temos a confiança neste plantel como ele está, por isso, em princípio, isso seria o fim do mercado do FC Porto", garantiu.
Antes disso, foi questionado sobre o futuro do homenageado da tarde, o jovem médio Mateus Mide, que tem contrato com os dragões até 2027.
"Eu acho que sim (vai renovar). O FC Porto tem de suportar estes atletas no seu desenvolvimento e dar-lhes conforto para continuarem a crescer. Muitas vezes esse conforto vem através das renovações contratuais, portanto isso é possível. Não nos podemos esquecer de que temos Campeões do Mundo de sub-17, alguns já se estrearam pela equipa B e estão a saltar etapas. O desejo de todos os portistas é que eles cheguem à equipa principal e sejam uma mais-valia para a equipa profissional do FC Porto no futuro", vincou.

"Retribuo o tratamento que me é dado"
Ainda na ressaca do Clássico de quarta-feira para a Taça de Portugal (vitória por 1-0 sobre o Benfica), AVB foi questionado sobre a presença de Rui Costa na tribuna presidencial, na terceira fila, em vez de estar a seu lado na primeira fila. O responsável respondeu que apenas retribuiu da mesma forma o tratamento que lhe foi dado.
"No meu primeiro Benfica-FC Porto enquanto presidente foi-me destinado um lugar diferente daquele que eu pensava que me iria sentar. A partir daí retribuí da mesma maneira, não se trata de antipatia para com o Rui Costa, mas após a minha eleição atribuíram-me um lugar na sexta ou sétima fila do Estádio da Luz. O FC Porto retribuí ainda melhor, com um lugar na terceira fila da sua tribuna presidencial", justificou.
"Sem qualquer tipo de antipatia. Neste momento, como vocês bem sabem, há alguma clivagem entre os três grandes, que não nos impede de nos sentarmos à mesa para discutir os temas fundamentais do futebol português. Em alguns temos um corpo comum de ideias, noutros estamos nas antípodas, mas há um respeito institucional, ainda que não haja o respeito total para que nos sentemos um ao lado do outro", acrescentou.
Além disso, teceu um comentário à partida que teve uma "excelente" arbitragem por parte de Fábio Veríssimo, "porque não houve erros e dignificou o espetáculo".
"Temos dois grandes jogos em perspetiva na Taça"
Quanto ao sorteio das meias-finais da Taça de Portugal que ditou o confronto com o Sporting ou o AFS, Villas-Boas salientou as dificuldades com o calendário, visto que a primeira mão está agendada para o intervalo entre 03 e 05 de março, poucos dias antes do Benfica-FC Porto para a 25.ª jornada da Liga Portugal.
"Poderemos ter mais dois clássicos numa altura decisiva para o calendário de ambos. Que seja também a continuação deste espetáculo magnífico que está a ser a Taça de Portugal, com muitas surpresas e teremos também uma surpresa na final, desde já, com um jogo que será disputado entre o Fafe e o Torreense. Que seja bem disputado, que traga mais valor e que traga essa novidade ao Jamor. Da parte do FC Porto é fazer o trabalho contra o Sporting ou o AFS numa altura sobrecarregada do calendário, com jogos europeus. É uma altura difícil para todos, mas temos dois grandes jogos em perspetiva", apontou.
