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Numa bancada que estará completamente lotada depois de o clube ter vendido praticamente todos os bilhetes, os adeptos esperam que o avançado argentino, que já não marca há 101 dias no campeonato espanhol, consiga pôr fim ao seu jejum de golos.
Desde 1 de novembro passado, a Aranha não voltou a picar. Nesse dia, converteu um penálti frente ao Sevilha na vitória da sua equipa por 3-0 em casa dos colchoneros e não voltou a ser visto a festejar um golo.
Apesar de ter marcado mais tarde na Liga dos Campeões, frente ao PSV Eindhoven, a 9 de dezembro, o jogador de 26 anos ficou em branco no empate diante do Galatasaray (1-1) em solo turco e na derrota frente ao Bodo/Glimt (2-1) no Metropolitano, ambos disputados no final de janeiro.
Apesar da quebra de rendimento, Álvarez mantém o estatuto de estrela no plantel orientado pelo técnico Diego Simeone, que continua a dar-lhe confiança; no entanto, algo mudou.

Menos minutos para Julián
O argentino, que regressou ao onze após um problema físico que o impediu de jogar antes na Taça frente ao Betis, foi substituído ao intervalo na derrota de domingo precisamente diante do conjunto bético (1-0) no Metropolitano.
E, na jornada anterior da LaLiga, que terminou com um nulo frente ao Levante no Ciutat de València, o jogador de Calchín entrou a partir do banco.
"Não acho oportuno continuar a comentar sobre o Julián", afirmou El Cholo depois de ser questionado sobre o jogador na conferência de imprensa após o encontro.
"Confiamos nele, é fundamental, o melhor que temos. Esperamos que nos traga mais nos momentos decisivos que aí vêm", sublinhou o treinador argentino.

Um desses momentos será já de imediato na Taça, onde ainda não marcou, e frente ao Barça, que chega motivado depois de vencer no sábado o Maiorca (3-0) no Camp Nou e continuar líder da competição nacional, embora mantenha o Real Madrid à distância mínima, com apenas um ponto de diferença.
Além disso, Simeone vai apostar no impulso trazido pela contratação do nigeriano Lookman, que marcou o seu primeiro golo com a camisola colchonera na estreia na Taça.
Um relvado devastado
Outro dos temas em destaque é o estado do relvado do Metropolitano. Após o triunfo em La Cartuja, Sevilha, o francês Antoine Griezmann elogiou o relvado e criticou o do Metropolitano. "O nosso não ajuda muito, por isso torna-se complicado jogar", afirmou o avançado no final do encontro.
Essa crítica não teve grande repercussão até que o capitão, Koke, se queixou do mesmo três dias depois, após a derrota frente à equipa orientada pelo chileno Manuel Pellegrini.
"Escorregamos, o relvado levanta-se. Uma equipa como o Atlético de Madrid precisa de um campo em boas condições para jogar. Exigem-nos que joguemos a um nível elevado e, para isso, precisamos de um relvado à altura", declarou Koke à Movistar+.

O relvado do Metropolitano foi substituído em novembro após um treino dos Miami Dolphins, equipa da NFL norte-americana. Depois disso, as condições climatéricas de frio, neve, gelo e chuva também não ajudaram a mantê-lo em bom estado.
Simeone, por seu lado, desvalorizou o tema. "Não sou jogador. Eles é que estão a jogar e interpretam melhor. Sempre se jogou em campos bons, normais, regulares. Não foi por causa do relvado que não ganhámos o jogo", afirmou quando questionado sobre o tema.
Onzes prováveis
Atlético: Juan Musso; Marcos Llorente, Marc Pubill, Dávid Hancko, Matteo Ruggeri; Giuliano Simeone, Rodrigo Mendoza, Koke Resurrección, Antoine Griezmann; Ademola Lookman e Julián Álvarez.
Barcelona: Joan García; Jules Koundé, Pau Cubarsí, Gerard Martín, Alejandro Balde; Eric García, Frenkie de Jong; Dani Olmo, Fermín López, Lamine Yamal; Ferran Torres.
