Recorde as incidências da partida
A Taça do Rei não tem sido uma competição em que o Atlético se tem destacado nos últimos tempos. Tanto assim que os colchoneros voltam a disputar uma final 13 anos depois. Demoraram mais de uma década a voltar a lutar pelo troféu. Na terça-feira, depois de sofrerem perante um excelente Barcelona no Camp Nou, garantiram o seu lugar na derradeira fase da prova.
O jogo do Atleti no Camp Nou foi um verdadeiro teste de resistência. Nos duelos diretos, apresentar um futebol vistoso e entusiasmar os adeptos é secundário. O que realmente importa nestes momentos é vencer as eliminatórias, chegar à final e disputar o título.
Na terça-feira, a equipa rojiblanca seguiu à risca essa lógica. Sem o seu melhor futebol, com um sistema defensivo que sofreu durante os 90 minutos perante as investidas constantes do Barça, o Atleti tornou-se o primeiro finalista (3-0).
Exercício de sobrevivência
Justo ou não pelo que se viu na segunda mão, a primeira mão da eliminatória foi memorável. Talvez o melhor jogo do Atleti nesta temporada.
Já a segunda mão, embora não tenha sido brilhante, revelou-se uma solução pragmática: aguentar com cinco defesas, afastar a bola da baliza de Musso, que esteve em destaque, e procurar o contra-ataque.
No final, as pernas cansadas fizeram-se sentir. A ausência de Lewandowski também. Araújo terminou o encontro como avançado. A solução culé não surgiu pelo lado do uruguaio, que ficou em posição irregular por diversas vezes nos instantes finais do jogo.
