Betis 2-1 Elche
Para marcar golos é preciso rematar à baliza. Tão simples de dizer como difícil de concretizar em certos jogos. Como aconteceu no La Cartuja, por exemplo, na primeira parte. E é curioso, porque são duas equipas que não costumam jogar à defesa, que olham sempre mais para a baliza adversária do que para a sua, com dois treinadores apreciadores de futebol ofensivo. No entanto, a primeira parte do duelo entre verdiblancos e franjiverdes foi de adormecer. Apenas dois remates à baliza, ambos de livres à entrada da área e ambos afastados a soco pelos guarda-redes.

Adrián e Dituro foram, na verdade, meros espectadores nesses primeiros 45 minutos, em que o Elche entrou melhor, o Betis recuperou a meio da primeira parte e a equipa de Sarabia voltou a impor o seu ritmo na reta final. Mas, na realidade, não aconteceu nada de relevante. Muita luta, alguns agarrões mais duros do que o habitual entre Neto e Deossa, algumas trocas de palavras mais acesas entre Febas e Llorente, e alguns assobios a Lo Celso e a Bakambu, quem os viu e quem os vê. O melhor que aconteceu foi mesmo o intervalo.
A passagem pelo balneário fez melhor aos visitantes, que criaram perigo com duas chegadas finalizadas sem pontaria por Adam e Affenbruger, mas deixou Pellegrini bastante insatisfeito. O chileno não demorou a fazer três substituições, tirando os referidos Lo Celso e Bakambu, e também Riquelme. No entanto, a dinâmica continuou favorável a um Elche que não inaugurou o marcador por causa de um Ruibal intransponível, mas que, na jogada seguinte, colheu o prémio pelo bom futebol com um golo de Petrot, que aproveitou para finalizar na pequena área sem oposição.
O estrago podia ter sido maior para um Betis que esteve perto de sofrer o segundo golo num cruzamento da direita que Álvaro Rodríguez, o Toro, cabeceou ao poste. Aí esteve a eliminatória para os visitantes. Porque, logo a seguir, do possível 0-2, no pior momento dos sevilhanos, passou-se para o 1-1, com assinatura de Chimy Ávila após uma jogada de Antony, que finalmente apareceu, e um desvio de Fornals.
Quanta razão tinha Jorge Valdano quando disse que "o futebol é um estado de espírito". O empate mudou o ânimo dos verdiblancos, que, agora sim, impulsionados pelos seus adeptos, procuraram o segundo golo com determinação. Encontraram-no numa jogada em que pediram falta de Ruibal sobre Pedrosa, que assistiu para o remate fácil de Chimy Ávila, que festejou o 2-1.
O Elche ainda respondeu, nunca se rendendo. Mas a melhor ocasião, de Santiago, foi travada por Adrián, que defendeu para canto. Nos minutos finais, com o Elche balanceado no ataque, o Betis podia ter sentenciado, mas a pontaria não foi a melhor e o resultado ficou no 2-1, que garante a passagem dos béticos.

