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Primeiro jogador a conquistar duas vezes a Liga dos Campeões e duas Libertadores na carreira, Danilo revelou que a sua família vive um final de semana também triste. O jogador dedicou o título ao seu pai e aos restantes parentes.
"Não é segredo para ninguém que sou flamenguista, o quanto eu queria voltar para jogar no Flamengo. Era a minha prioridade. É especial. A minha tia faleceu ontem. O meu pai teve que voltar. O meu pai é flamenguista, está lá em Bicas, não pôde estar aqui. Queria dedicar esta vitória a ele e a toda a minha família", contou Danilo, o herói do título rubro-negro.
Danilo também atingiu o feito de marcar pela segunda vez numa final de Libertadores na carreira. Antes deste sábado, o atleta já tinha ajudado a decidir o título do Santos em 2011, contra o Peñarol, antes de assinar pelo FC Porto. Pelo Flamengo, igualou Zico e Gabigol como um herói da Glória Eterna. O mais impressionante é que ele fez isso tudo lesionado, como disse após a partida.
"Não imaginava jogar finais assim. Sempre imaginei chegar longe, tão longe assim. Eu falei no balneário que cada um tem os seus sacrifícios que ninguém vê. Disse para colocarmos os nossos sacrifícios, com as medicações, os remédios. Eu tenho um edema desde o primeiro jogo contra o Palmeiras no Brasileirão. Vim jogando com (o apoio de Jesus). Joguei porque foi preciso, já que o Léo sentiu também", disse o defesa .
"Não fiz o meu melhor jogo tecnicamente, tive alguns erros técnicos, um pouco pela sequência, um pouco pelo cansaço. Mas era final, aceito que era imposto pelo universo, por Deus. Não tenho palavras porque esses detalhes... Poderia ter ido para vários clubes, tive várias propostas, não é segredo para ninguém. Não pensei em dinheiro, teve a ver com necessidade de continuar vencendo e realizar o meu sonho de criança. E culminou nisso tudo. Não tenho palavras para agradecer", completou.
O ano de 2025 do Flamengo pode ficar ainda mais mágico na próxima quarta-feira, quando recebe o Ceará para o Brasileirão e se vencer garante mais um título nacional. Assim, o plantel atual tem oportunidade de igualar o próprio Flamengo de Jorge Jesus, de 2019, o Botafogo de Artur Jorge, de 2024, e o Santos de 1962 e 1963.
