Libertadores: As vezes em que a “Lei do Ex” decidiu a final

Andreas Pereira reencontra o Flamengo na final da Libertadores
Andreas Pereira reencontra o Flamengo na final da LibertadoresAlexandre Vidal/Flamengo

A final da Libertadores de 2025, entre Palmeiras e Flamengo, no próximo sábado, em Lima, promete emoções extras. O duelo marcará o reencontro de Andreas Pereira com o Rubro-Negro e de Matías Viña com o Verdão, e a “Lei do Ex” adiciona um tempero especial à decisão.

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Se um velho conhecido voltar a marcar, não será a primeira vez que a “Lei do Ex” entra em cena numa final da Libertadores. Curiosamente, isso já aconteceu em três decisões e nunca com equipas brasileiras envolvidas.

A estreia deste enredo remonta a 1966, quando Peñarol e River Plate disputaram o troféu. No primeiro jogo da série à melhor de três, o peruano Juan Joya marcou o segundo golo dos uruguaios e selou a vitória por 2-0, resultado decisivo para a conquista. O avançado chegou ao Peñarol em 1961, depois de uma curta passagem precisamente pelo River.

Tão rara é a aparição da “Lei do Ex” em finais da Libertadores que o fenómeno só voltaria a repetir-se em 2001, 35 anos depois da primeira ocorrência.

Na decisão entre Boca Juniors e Cruz Azul, vencida pelos argentinos, Marcelo Delgado foi o protagonista do primeiro jogo, ao marcar para os Xeneizes e castigar o seu antigo clube. O avançado havia representado a equipa mexicana em meados da década de 1990, algumas épocas antes de rumar ao Boca.

Marcelo Delgado é um dos grandes nomes da história do Boca
Marcelo Delgado é um dos grandes nomes da história do BocaJORGE UZON/AFP/Profimedia

A última aparição da “Lei do Ex” numa final da Libertadores ocorreu na histórica decisão de 2018 entre River Plate e Boca Juniors. Um dos grandes destaques do duelo foi o avançado Lucas Pratto, autor de um golo na primeira mão e outro na segunda.

Pouco se sabe, mas o herói do título do River fez parte da formação dos Xeneizes e chegou mesmo a disputar duas partidas pela equipa principal, em 2010.

Na final entre brasileiros, no próximo sábado, cada equipa contará com um jogador que já passou pelo adversário. E, como mostram os precedentes, sempre que a “Lei do Ex” entrou em campo numa decisão da Libertadores, o título ficou com o lado do marcador.

Quem aplicou a "Lei do Ex" em finais de Libertadores?

1966: Juan Joya - Peñarol 2x0 River Plate (1.º jogo)

• 2001: Marcelo Delgado - Cruz Azul 0x1 Boca Juniors (1.º jogo)

• 2018: Lucas Pratto - Boca Juniors 2x2 River Plate (1.º jogo)

• 2018: Lucas Pratto - River Plate 3x1 Boca Juniors (2.º jogo)