Recorde as incidências da partida

Apesar da sempre adversa altitude, o Botafogo não se pode queixar de falta de ocasiões. A equipa criou várias oportunidades para sair de Potosí com um resultado mais favorável. O deslize agravou a má fase recente do glorioso, que somou a sexta derrota consecutiva em todas as competições.
Os comandados de Martín Anselmi não vencem desde a jornada inaugural do Brasileirão, quando golearam o Cruzeiro por 4-0, no Estádio Nilton Santos.
O Botafogo suportou a pressão inicial do Club Atlético Nacional Potosí e realizou uma primeira parte competitiva. Os bolivianos entraram em ritmo elevado e criaram perigo com Álvarez e Otormín, além de terem acertado no poste numa cabeçada de Baldomar.
Com o passar dos minutos, contudo, a formação carioca equilibrou as operações e passou a controlar a partida, criando boas ocasiões por Montoro, Newton e Matheus Martins, sem eficácia na finalização. Ainda assim, o desgaste físico já era perceptível antes do intervalo.

No regresso dos balneários, o cenário mudou rapidamente. Logo no primeiro minuto, Baldomar surgiu solto na área após um cruzamento e inaugurou o marcador de cabeça. Impulsionado pelo golo, o Nacional retomou uma postura agressiva e voltou a pressionar, tentando aproveitar o efeito da altitude e o momento favorável.
O Botafogo ainda encontrou espaços e teve a ocasião mais flagrante numa jogada trabalhada entre Wallace Davi e Vitinho, que cruzou para Montoro finalizar ao segundo poste, sem guarda-redes, mas ao ferro.
A equipa boliviana chegou mesmo a marcar novamente, por Álvarez, num lance anulado por fora de jogo. Depois de um início intenso da segunda parte, o ritmo abrandou: Solís criou perigo para os anfitriões, enquanto Alex Telles esteve perto do empate numa cobrança de livre defendida por Galindo.
