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Expectativas: "Ir com a vontade e crença de que é possível ganhar porque felizmente o futebol já nos proporcionou isso. Da nossa parte, é fazer o que se deve fazer nesse momento, perante muitos adeptos. As jogadoras estarem tranquilas, procurarem fazer bem as suas ações, procurar cumprir o plano de jogo e ir à procura de fazer um golo. Disse no final do jogo, que tal como elas ganharam cá, acredito 100 por cento que podemos ganhar lá. O jogo aqui foi muito equilibrado, a diferença foi que elas aproveitaram uma grande oportunidade que tiveram na segunda parte, nós não aproveitámos as duas boas oportunidades que tivemos na 1.ª parte e o jogo resumiu-se a isso".
Otimismo: "Estou muito otimista. As diferenças existem em termos de historial, de organização do futebol feminino, há uma diferença muito grande da Suécia para cá, a competitividade da Liga é completamente diferente, as nossas jogadoras não estão habituadas a este ritmo, a esta intensidade. Se calhar temos de olhar primeiro para dentro e tentar mudar isso no futebol feminino em Portugal para que possamos estar mais preparados para estes momentos. Mas independentemente dessa diferença que existe, continuo a acreditar que é possível, acreditando que possamos surpreender a Europa".
Níveis de confiança: "A confiança das jogadoras está como a do treinador. Continuo a acreditar muito nas jogadoras, se calhar uma percentagem mínima é que acredita que somos capazes de dar a volta a esta eliminatória, mas o mais importante é que nós cá dentro, nós Sporting, nós que lidamos todos os dias com o grupo de trabalho, acreditamos que é possível porque já o provámos em jogos e em eliminatórias anteriores. Tivemos essa força quando ninguém esperava. Temos de nos ajudar mutuamente, vestir o fato macaco muitas vezes, neste jogo vai ter de ser. Vamos ter de ser uma equipa de trabalho, de crença, de acreditar e cumprir muito bem os pequenos pormenores que falharam aqui".
Situação de Cláudia Neto: "Infelizmente ainda não temos a Cláudia Neto. Não recuperou, com muita pena nossa. Estamos a falar de uma Cláudia Neto que já conseguiu estar neste patamar e que foi campeã. É uma jogadora que faria muita diferença, pela experiência que tem, pela qualidade que tem e mais triste estou pela forma como perdemos a Cláudia Neto, numa competição interna. Perdemos uma jogadora, a jogadora que fez a falta, dez minutos depois fez golo, e isso é que me deixa um bocado triste".
Condições climatéricas adversas: "Acredito que no estádio não se vá sentir tanto, porque é fechado. O relvado tem aquecimento, o que aumenta a temperatura por isso não se vai sentir tanto no próprio jogo, o que é uma vantagem o estádio proporcionar essas excelentes condições. O que pode ter peso e pode funcionar a nosso favor é o facto de eles meterem 10, 15 mil espectadores e estarem ansiosos por resolver rápido porque ganharam aqui, acreditam que são melhores e que podem ganhar facilmente esta eliminatória. Acredito muito que podemos cumprir aqui um feito histórico de eliminar uma equipa daquela dimensão e ir às meias-finais desta competição, que seria óptimo, fundamentalmente para as jogadoras, pelo trabalho que têm tido, numa época desgastante, porque não estamos habituados a estas andanças de jogar de três em três dias e este ano fomos submetidos a isso. Também é um crescimento da nossa parte e seria muito importante elas conseguirem passar esta eliminatória”.
Fator casa do Hammarby IF: "Não temos nada a perder neste momento, só temos a ganhar. Muita gente não acredita em nós, mas acredito muito que podemos surpreender. É a isso que me agarro, na vontade das jogadoras, na nossa convicção, no trabalho que fizemos e irmos à luta".
Trunfo da juventude: "Se fizermos a média de idades do último jogo (pouco mais de 20 anos), baixámos muito a média de idades em relação à época anterior. É uma equipa jovem. No último jogo, o meio-campo tinha média de idades de 19 anos, a linha de quatro que jogou tirando a Andreia Bravo, de 20 anos, era tudo abaixo dos 20 anos. Isso é positivo porque temos uma energia renovada na equipa e vamos à procura disso. Esse é o nosso papel. Foi o nosso objetivo de criar uma equipa diferente, uma equipa nova. Permite ficar otimista em relação ao futuro, acreditando que com essa irreverência, consigam ajudar a passar esta eliminatória. Estamos a preparar o futuro e há que seguir esse caminho. É nisso que estamos focados".
