A partida da passada quinta-feira, disputada no Pavilhão João Rocha, ficou marcada por confrontos entre adeptos dos dois clubes, horas antes do encontro.
Dois dias depois, a FPF emitiu um comunicado, através do site oficial, em que anunciou o pedido de reunião com o Ministro da Administração Interna "para avaliar medidas de combate e prevenção à violência e intolerância no Desporto".
Recorde-se que um houve um total de 124 adeptos detidos e dois feridos na sequência dos conflitos.
Leia o comunicado na íntegra:
"Reunida na tarde de sexta-feira em Leiria, e na sequência dos factos ocorridos antes do jogo entre Sporting CP e SL Benfica, a contar para a Liga Placard, a Direção da Federação Portuguesa de Futebol decidiu solicitar ao Governo uma reunião com o Ministro da Administração Interna, assim que o novo titular da pasta for definido, para avaliar medidas de combate e prevenção à violência e intolerância no Desporto.
Manifestando a sua preocupação com o crescendo de episódios de violência nos recintos desportivos e nas suas imediações - como foi o caso nos acontecimentos da última quarta-feira -, e mesmo ciente de que este tipo de incidentes extravasam a vertente meramente desportiva, a Direção da FPF entende ser altura de debater com o Executivo um conjunto de medidas concretas que possam contribuir para o aumento da segurança, do FairPlay e do respeito, princípios que a Federação Portuguesa de Futebol continuará a defender e a promover de forma intransigente.
A Direção da FPF considera urgente discutir com o Governo temas como a Revisão da Lei do Combate à Violência no Desporto e as propostas de alterações regulamentares quanto ao agravamento das sanções em episódios no violência, desde o futebol distrital ao futebol profissional, como forma de prevenir o propagar de episódios que em nada dignificam o Futebol Português e o País.
Num ano verdadeiramente histórico, com resultados desportivos inéditos que elevam o nome de Portugal em todo o Mundo, o combate à violência no Desporto é uma bandeira da qual a FPF não abdicará e uma prioridade que deve ser partilhada por todos os que têm a obrigação de defender a imagem do Futebol Português, nos relvados e fora deles".
