Ricardinho critica o novo rumo do futsal: "Estou muito preocupado porque amo este desporto"

Ricardinho
RicardinhoDPI / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Ricardinho, antigo jogador de futsal de Portugal e talvez a maior lenda da história da modalidade, comentou nas redes sociais um aspeto que atualmente não lhe agrada no desporto, com uma análise detalhada.

Se Ricardinho fala sobre futsal, nós calamo-nos e ouvimos. Ou, neste caso, lemos, já que o astro luso destacou na sua conta no X um aspeto da evolução deste desporto que não lhe agrada minimamente. 

"Ontem tive a oportunidade de assistir a um grande jogo de futsal em Espanha, a contar para a Taça do Rei", começou o 10, que esteve na Galiza a assistir desde a bancada ao Noia - Valdepeñas, que terminou com triunfo da equipa manchega nos penáltis.

Mas o resultado foi o menos importante para Ricardinho, que prosseguiu sem rodeios: "O jogo mudou, agora é muito diferente. Aos três minutos da partida já tinham jogado os quatro guarda-redes. Agora jogar com o guarda-redes (jogador) deixou de ser uma arma e tornou-se normal (detesto-o), não consigo compreender", afirmou.

"Depois perguntam porque é que não há criatividade nos jovens, porque é que lhes faltam capacidades no um contra um... Respondo: porque agora não é preciso pensar em como criar superioridades em situações de um contra um; jogas com o guarda-redes, ele avança e tens a vantagem", continuou.

E Ricardinho não ficou por aí: "Porque é que os jogadores parecem ter menos técnica individual? Porque não precisam de a treinar; avanças o guarda-redes e ele cria a vantagem. Nem sequer as saídas de pressão funcionam sem eles (os guarda-redes), a bola para eles, jogar em diagonal e ganhar uma jogada de bola parada perto da baliza adversária", reforçou.

Por fim, sem esconder nada, expressou o seu desagrado pelo rumo tão rígido e sem criatividade que a disciplina está a tomar: "O futsal não é bonito, não se joga e vamos perder por isso. Já estamos a perder jogadores que vão para a Kings League e ninguém pensa numa solução. Não me perguntem de quem é a culpa, porque sei, mas não vou dizer. Só digo que estou muito preocupado, porque amo este desporto", concluiu.