Recorde as incidências da partida
Jorge Braz (selecionador português de futsal):
“Foi uma boa forma de iniciar. É melhor iniciar assim do que como com a Itália. Executaram na perfeição a primeira bola parada e deu-nos logo essa vantagem e confiança. Estivemos muito bem, com compromisso e foco no nosso processo e plano de jogo.
A Hungria tem algumas competências muito interessantes e sabem valer-se delas muito bem. Analisámos todos os jogos da Hungria nos últimos dois anos e era claro o nível de organização e algumas situações de jogo em que podiam ter alguma vantagem, como no jogo de pivô deles ou na forma direta como jogam nas costas. Controlámos isso muito bem, estávamos bem cientes que não nos podíamos distrair e dar azo a que aparecessem as coisas boas que a Hungria tem.
Tínhamos de construir o nosso percurso. Já estão duas etapas, difíceis, mas passadas, e hoje com distinção. Queremos vencer o grupo com nove pontos. Passo a passo, para depois não nos distrairmos. O nosso registo de concentração e intensidade com que vivemos isto tem de aumentar todos os dias, para estarmos cada vez mais preparados para jogos que vão ser cada vez mais difíceis e competitivos”.
Erick (autor do primeiro golo de Portugal):
“Achámos que a forma como tínhamos entrado com a Itália não tinha sido a melhor. Procurámos neste jogo ir um bocado contra o que tínhamos feito, ao entrar melhor e mais intensos.
Tivemos a felicidade de ter um canto e fazer golo numa bola que já tínhamos preparado. É sempre bom entrar a ganhar, pois levamos o jogo da maneira de que nós gostamos.
Se calhar, na cabeça do ‘staff’, lá terão a sua gestão, mas, para os atletas, a forma como encaramos o terceiro jogo é a mesma. Queremos ganhar. Se conseguirmos passar já hoje em primeiro, se calhar a gestão de minutos é outra, não sei, mas vamos encarar o jogo da mesma maneira, para ganhar.
É difícil sermos surpreendidos. Preocupamo-nos com algumas situações de certas equipas e sabíamos o que nos podiam causar. Confesso que achava que a Hungria podia fazer mais finalizações, mas estivemos muito bem. O facto de termos entrado a ganhar proporcionou a que o jogo fosse controlado por nós e que eles não tivessem hipótese”.
Pany Varela (autor do quinto golo de Portugal):
“Contra a Itália, também entrámos bem o jogo, mas sofremos um golo de bola parada numa finalização bem conseguida. Hoje, começámos na frente do marcador e isso é mais confortável, pois obriga o adversário a ir à procura do resultado. Essa foi a grande diferença.
O jogo de pivô da Hungria é muito forte e usam bastante as bolas paradas com remates exteriores, mas conseguimos anular muito bem essas duas situações. Tivemos muita bola, o que desgasta o adversário. Começar na frente do marcador é importantíssimo, dá outro ânimo e cria um pouco mais de desconforto a equipas que tentam começar na frente, para poderem baixar as linhas.
A equipa técnica vai até ao mais pequeno pormenor para que pouca coisa nos possa surpreender durante os jogos. Defendemos de forma muito boa e estamos preparados para o que nos possa vir a acontecer. Vão tentar-nos surpreender, mas trabalhamos todos os dias para que isso seja pouco possível”.
