Europeu de futsal: Declarações após o Portugal-Bélgica (8-2)

Jorge Braz durante a vitória com a Bélgica
Jorge Braz durante a vitória com a Bélgica FPF

Declarações após o jogo Portugal-Bélgica (8-2), a contar para os quartos de final do Campeonato da Europa de futsal, realizado hoje na Arena Stozice, em Liubliana.

Jorge Braz (selecionador português de futsal): 

Num espaço reduzido, a Bélgica tem excelentes decisores e tem qualidade para aproveitar vantagens posicionais. Era uma questão de desenvolver mais, esperar mais pelo momento vantajoso de rematar e finalizar os ataques, mas em situações que fossem claramente vantajosas. Fomos assentando e melhorando. Depois, é claríssima a justiça do resultado, com outros tantos golos que ficaram por marcar.

Numa competição como esta, todos vão ter os seus momentos. O coletivo é que realça as individualidades. Tenho sido dos treinadores mais felizes do mundo, não tenho dúvidas. Esta gente encara isto de uma forma coletiva, de equipa e como uma família, com sentimentos fortes, ligados uns aos outros, em que todos se apoiam e estão prontos. Isso deixa-me brutalmente feliz. Confio cegamente nesta gente e neste espírito de união, entre os que estão cá e os que não estão.

Até nessas pequenas coisas se preocupam uns com os outros, em que o colega do lado se sinta bem. A família é isto, queremos que os nossos se sintam bem. Aqui contamos todos. O ‘staff’ é uma equipa muito importante e a excelência da preparação deve-se muito ao ‘staff’ que temos. Essa forma de sentir e de estar na seleção é que nos orgulha. Vem aí agora um desafio importante e isso estará reforçado, de certeza absoluta”.

Pany Varela (jogador da seleção portuguesa): 

Não começou da melhor maneira, obviamente. Muito mais importante do que o ‘hat-trick’, foi a forma como a equipa acabou por reagir a esse início menos bom. Foi uma vitória boa, que era o objetivo que nós tínhamos.

Estamos com todas as nossas forças, mesmo que às vezes nos faltem,mas olhamos para a bancada e as pessoas dão-nos essa força e boa energia. Vamos sempre até ao limite e só vamos parar quando conseguirmos aquilo com que tanto sonhamos.

Às vezes, desconfiamos das nossas qualidades. Felizmente, temos um ‘staff’ e colegas do lado que nos lembram sempre do que temos de fazer. O que tínhamos para fazer, se for bem feito, vai dar certo. É desconfiar menos”.

Afonso Jesus (jogador da seleção portuguesa):

“A ‘chave’ está muito no coletivo. A seleção portuguesa tem individualidades muito fortes, que aparecem baseadas num coletivo também ele muito forte. Sabemos muito bem o que queremos e o que tínhamos de fazer para vencer o jogo. Nunca nos desviámos desse processo.

É uma responsabilidade muito grande.Hoje entrei nessa função e o meu maior objetivo é fazer o que o João fazia, que é dar essa segurança à equipa e aos portugueses.

Sabemos que, no futsal, há sempre golos, mas, se der para sofrermos menos golos, melhor. É sempre um objetivo que nós temos. Agora é recuperar muito bem, focar nos pontos fortes da França e novamente preocuparmo-nos com o que somos capazes de fazer”