Europeu de futsal: Declarações dos protagonistas após o França-Portugal (1-4)

Jorge Braz, selecionador nacional de futsal
Jorge Braz, selecionador nacional de futsalFPF

Declarações após o jogo França-Portugal (1-4), a contar para as meias-finais do Campeonato da Europa de futsal, realizado esta quarta-feira na Arena Stozice, em Liubliana.

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Jorge Braz (selecionador português de futsal):

“É a forma como eles se auxiliam uns aos outros. Ser equipa é isso. Os 14 que estão cá sabem o que é preciso fazer, ou como temos de nos complementar. Quando um falha, estão todos os outros a auxiliar. A família não deixa cair ninguém. Vejo aqui malta que põe os colegas à frente deles quando é preciso. Isso deixa-me extremamente feliz.

Hoje foi um dia em que tive essa confiança cega, porque os senti assim ao longo de todo o jogo. Hoje era mesmo não estorvar muito e deixá-los ser quem são, realçando só uma ou outra janela que foi surgindo, para que Portugal tenha este positivismo e a forma simples, honesta e genuína do que somos enquanto equipa.

(Sofrer primeiro) Pode acontecer, as outras equipas também têm qualidade e a França está num nível muito interessante, mas que isso nunca nos desvie do nosso processo. Tenho os melhores do mundo em todas as posições, com grande variabilidade e todos muito diferentes uns dos outros. Não tenho aqui dois ‘gajos’ iguais.

Hoje senti essa confiança, até quando estávamos a errar, tal era a vontade com que estávamos em alterar o percurso do jogo. Foi preciso acalmar um bocado a malta ao intervalo. Já me chateei mais na fase de grupos do que hoje. Caiu para nós, de forma inequívoca e justa, reconhecendo muito mérito à França em muitas coisas.

Vai ser uma final fantástica, contra uma das equipas mais organizadas do mundo e que melhor compete e gere os momentos do jogo. Temos enorme respeito e admiração por Espanha, pela colaboração e por tudo o que temos trabalhado conjuntamente ao longo de tantos anos. Ser grande é reconhecer quando os outros também o são. Agora, é recuperar deste jogo e preparar a final a olhar para nós. Vamos estar preparados, não tenho dúvidas disso”.

Tomás Paçó (autor de um golo e eleito melhor jogador em campo):

“O erro faz parte e o importante é a forma como reagimos ao erro. A seguir, (o guarda-redes Bernardo Paçó) tem três defesas que nos fizeram continuar no jogo. Toda a gente sabe a qualidade que ele tem, pela forma como ganhou confiança ao longo do jogo. O segredo desta equipa é esse: se um comete um erro, a seguir outro vai corrigi-lo.

Já tinha confidenciado com alguns jogadores que não andava com muita confiança pelos jogos que tinha feito, mas tive o apoio de toda a gente. Disseram-me para ter calma, que ia chegar o momento. Puseram-me todos à vontade. Unidos, fizeram com que pudesse contribuir da melhor forma para este jogo. Agora, a confiança está no máximo. Venha daí o próximo jogo.

Conhecemo-nos perfeitamente (Portugal e Espanha). Já jogámos muitas vezes uns contra os outros nos clubes. O jogo vai ser muito menos físico do que este e vai ser decidido em pormenores. A equipa que errar menos, que aproveitar melhor os esquemas táticos e estiver melhor e mais tempo no jogo, acho que vai ganhar. Temos de estar cientes e vamos trabalhar para isso”.

Bernardo Paçó (guarda-redes da seleção portuguesa de futsal):

“Já ‘caiu’ a ficha. Estou bastante orgulhoso e feliz por Portugal. É a terceira final seguida e é muito bom. Temos vindo a fazer um trabalho excecional. Agora, é começar já a trabalhar para a final.

Faz parte do nosso trabalho. Eu trabalho muito isso nos treinos, quando erro, tento mandar para trás. Tenho vindo a fazer trabalho nisso principalmente, ao longo dos anos. Era muito do que precisava de evoluir para, um dia, poder estar aqui. Tenho trabalhado bem esse ponto para não deixar cair a equipa também.

Sou um guarda-redes muito ambicioso. Gosto de ser ousado nessas bolas e, sempre que a baliza está aberta, tento a minha sorte. Correu bem, ainda bateu no poste, foi autogolo, mas foi um passe meu”.

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