Recorde as incidências da partida
Com a qualificação assegurada e o primeiro lugar do Grupo D já confirmado, Portugal entrou em campo frente à Polónia, lanterna-vermelha do grupo, mas fê-lo sem o nível de intensidade exibido nos encontros anteriores. A equipa de Jorge Braz teve dificuldades, cometeu vários erros e acabou por permitir aos polacos marcarem tantos golos como nos dois jogos anteriores somados.
A entrada da seleção nacional não foi a melhor, apesar do primeiro sinal de perigo ter surgido cedo. Aos cinco minutos, Tomás Paçó dispôs da primeira oportunidade portuguesa, mas viu o remate ser defendido por Kaluza, guarda-redes da Polónia.
Um minuto depois, Portugal chegou ao golo. Pauleta arrancou da direita para o meio, tentou o remate e contou com um desvio que deixou a bola à mercê de Tomás Paçó, que não desperdiçou e inaugurou o marcador.
Aos 11 minutos, Bruno Coelho trabalhou bem no ataque, mas Kutchy não conseguiu enquadrar o remate, atirando por cima da baliza. A Polónia aproveitou a menor agressividade lusa e chegou à igualdade aos 14 minutos, com Sebastian Leszczak a converter um livre direto.
A resposta portuguesa surgiu pouco depois. Aos 15 minutos, Kaluza realizou uma dupla defesa de grande nível, mas a insistência acabou por dar frutos: André Coelho apareceu em boa posição e marcou um verdadeiro golaço, recolocando Portugal na frente.
No entanto, a vantagem voltou a ser curta. Aos 18 minutos, a Polónia marcou um grande golo, na sequência de uma reposição lateral para o corredor contrário, com Zastawnik a rematar de primeira, sem hipóteses para Edu.
Ainda antes do intervalo, aos 20 minutos, Edu evitou a reviravolta polaca com uma defesa espetacular, mantendo o empate ao descanso, num primeiro tempo marcado por alguma displicência coletiva de Portugal.
Um golo para o pleno
Na segunda parte, o ritmo manteve-se irregular. Aos 25 minutos, Rúben Góis trabalhou bem em zona ofensiva, mas acertou no poste, num lance que podia ter dado nova vantagem à equipa das quinas. A Polónia continuou a ameaçar e, aos 31 minutos, Zastawnik voltou a testar Edu, que respondeu com mais uma grande intervenção.
Já nos minutos finais, Portugal carregou em busca do golo. Aos 36 minutos, Pauleta desperdiçou de forma clamorosa à boca da baliza polaca, mas a persistência acabou por ser recompensada. Aos 37 minutos, Rúben Góis aproveitou um excelente lance individual de Pauleta e marcou o golo decisivo, garantindo o triunfo português num jogo longe de ser brilhante, mas que permitiu à seleção portuguesa fazer o pleno de vitórias na fase de grupos.

Próximo desafio: Bélgica
Portugal, bicampeão europeu de futsal, vai defrontar a Bélgica, segunda do Grupo C, nos quartos de final do Campeonato da Europa, depois dos lusos já terem assegurado a vitória na poule D.
Caso vença a Bélgica, a equipa das quinas vai ter pela frente nas meias-finais o vencedor do duelo entre a Arménia e a Croácia.
O Campeonato da Europa de futsal disputa-se até dia 07 de fevereiro, numa organização tripartida entre Eslovénia, Letónia e Lituânia.
