Europeu de futsal: Portugal perde com a Espanha e falha o tricampeonato (3-5)

Portugal derrotado pela Espanha na final
Portugal derrotado pela Espanha na finalX/SEFutbol

Portugal falhou o inédito tricampeonato de futsal ao perder com a Espanha (3-5), em Ljubljana, na final do Euro-2026. Num duelo ibérico intenso, a equipa de Jorge Braz lutou até ao fim, mas acabou por cair perante a superioridade espanhola ao longo da partida.

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Uma vez mais, Portugal e Espanha frente a frente numa final europeia de futsal, numa espécie de tradição do Europeu da modalidade. A equipa portuguesa procurava um inédito tricampeonato, depois de ter batido os espanhóis nas duas últimas finais, para reforçar a hegemonia diante do eterno rival.

Ação-reação

A primeira parte não correu da melhor maneira. Portugal entrou personalizado e sem receios, mas foi para o intervalo a perder (2-3). Aos dois minutos, Pany Varela isolou-se e esteve muito perto de inaugurar o marcador, mas foi a Espanha quem revelou maior eficácia.

Num lance de pivô bem trabalhado, Antonio (2') apareceu na devolução para fazer o 0-1. A pressão alta e as transições rápidas da formação espanhola criavam dificuldades e, numa dessas situações, Raya (3') ampliou para 0-2.

Apesar daqueles segundos que podiam tornar-se decisivos numa final, Portugal não se deixou abater e respondeu ao nível de um campeão europeu. Com circulação rápida e maior critério na posse, a equipa das quinas começou a ganhar metros e confiança, reduzindo por intermédio de Afonso Jesus (5'). Pouco depois, o 2-2 surgiu num pontapé de linha lateral, com Rúben Góis (7') a receber na área e a fazer um grande golo, num remate de pé esquerdo ao ângulo da baliza espanhola.

O encontro entrou então numa fase de maior equilíbrio, com oportunidades repartidas. Kutchy voltou a ameaçar aos 24’, enquanto Gordillo respondeu para a Espanha pouco depois.

Apesar desse equilíbrio, Portugal atingiu a quinta falta e um lance de Erick lançou Antonio Pérez (20') para a marca dos 10 metros. O espanhol levou a melhor sobre Edu Sousa, com o guarda-redes do El Pozo ainda a desviar a bola com o braço, mas a não conseguir evitar o 3-2 já nos instantes finais da primeira parte.

Poste segurou o sonho até deixar de segurar

Portugal regressou dos balneários com outra intensidade e passou a ser mais perigoso na segunda parte. Logo aos 23 minutos, Pany ficou a centímetros do empate, num sinal claro da postura mais agressiva da equipa das quinas.

A pressão alta e a circulação rápida da formação de Jorge Braz empurraram a Espanha para junto da sua área durante largos minutos. Ainda assim, os espanhóis mantiveram-se perigosos nas transições rápidas e, aos 25’, Adolfo Fernández acertou no poste da baliza de Paçó. O guarda-redes português foi chamado a intervir em momentos decisivos antes de Portugal chegar ao empate.

O 3-3 surgiu aos 30 minutos: Pauleta aproveitou um roubo de bola de Pany Varela e rematou forte para restabelecer a igualdade, relançando novamente a final.

Apesar da boa recuperação de Portugal, o poste voltou a ajudar a equipa de Jorge Braz. Cecílio (35') rodou sozinho na grande área e acertou no ferro da baliza de Paçó, numa altura em que a equipa portuguesa começava a acumular erros defensivos e já tinha permitido ocasiões claras a Mario Rivillos e Jesús Gordillo. A sorte, porém, não durou para sempre. Toni Pérez (35') completou o hat-trick e colocou a Espanha novamente na frente do marcador, pela terceira vez na partida.

No final, o poste ainda adiou o 3-5 de Rivillos (38'), Jorge Braz apostou no 5x4 com pouco mais de dois minutos para jogar, mas Portugal não conseguiu evitar a derrota e permitiu o golo de Adolfo Fernández (40') que confirmou o adeus ao sonho do triEspanha, por outro lado, volta a conquistar o Europeu pela primeira vez desde 2016, depois de falhar nas duas finais anteriores.