O inglês de 45 anos arrancou de forma fulgurante e manteve a compostura nos difíceis últimos nove buracos de Torrey, construindo um total de 21 abaixo do par (195) após 54 buracos.
"Acho que foi a melhor volta da semana do tee ao green, sem dúvida", afirmou Rose, cujos 12 títulos no circuito norte-americano incluem um triunfo em Torrey em 2019.
Chegou a liderar por oito pancadas e terminou o dia com seis de vantagem sobre o norte-americano Joel Dahmen, que somou cinco birdies e um bogey no seu 68, totalizando 201.
O japonês Ryo Hisatsune e o sul-coreano Kim Si-woo partilham o terceiro lugar com 203, com Hisatsune a registar 68 e Kim 69.
Rose já tinha estabelecido um recorde do torneio após 36 buracos, com 17 abaixo do par, começando o dia com quatro pancadas de vantagem. Continuou no mesmo ritmo, ao fazer birdie no segundo buraco, colocando a bola a cerca de dois metros da bandeira com o seu segundo shot.
Repetiu a dose no quinto, iniciando uma sequência de três birdies consecutivos, ao fazer dois putts de dez metros no sexto e a colocar novamente a bola junto à bandeira no sétimo.
Rose liderava por oito pancadas após mais um putt certeiro de dois metros para birdie no 10.º, antes de ser travado por dois bogeys seguidos no 11.º e 12.º.
Recuperou com um birdie no par cinco do 13.º, onde falhou o green mas fez um chip para menos de um metro a partir do rough denso, bem abaixo do green.
Sem complacência
Perdeu um shot no par três do 16.º, ao não conseguir sair do bunker junto ao green, mas fechou a volta com um birdie no par cinco do 18.º.
"Nunca vai haver complacência", garantiu Rose sobre o seu estado de espírito para domingo: "Há sempre respeito suficiente pelo golfe, lá no fundo, para saber que amanhã é preciso fazer tudo bem feito. Alguém pode sempre fazer uma grande volta e, por isso, é preciso dar a volta a este campo com um bom registo de pancadas. É essa a mentalidade."
O cinco vezes vencedor de majors Brooks Koepka, que lutou para passar o cut na sua primeira presença num torneio do PGA Tour fora dos majors desde que se transferiu para o polémico circuito LIV em 2022, fez 73 (+1) e terminou o dia numa partilha do 61.º lugar, com um total de dois abaixo do par (214).
Koepka, um dos jogadores mais mediáticos a aderir à controversa Liga LIV, anunciou em dezembro que deixaria o circuito apoiado pela Arábia Saudita, e o seu regresso ao PGA Tour foi possível graças a um novo programa para jogadores regressados, que inclui restrições de elegibilidade para alguns torneios de topo, bem como penalizações financeiras.
A estrela norte-americana voltou a atrair o apoio caloroso dos adeptos, mas as dificuldades nos greens incluíram um duplo bogey no seu segundo buraco, o 11.º, ao fazer três putts a partir de pouco mais de um metro.
Fez cinco birdies ao longo do dia, mas terminou com um bogey de três putts a menos de um metro no 18.º.
"Basta falhar alguns e a confiança desaparece", admitiu Koepka: "Vou simplesmente atribuir isto a um mau dia, mas estou satisfeito com o resto."
