Woods, que celebrou o seu 50.º aniversário a 30 de dezembro, foi submetido a uma cirurgia de substituição de disco em outubro, a mais recente de várias intervenções e lesões que o afastaram da competição desde o Open Britânico de 2024.
"É uma daquelas situações em que, dia após dia, continuo a tentar, continuo a avançar", comentou Woods esta terça-feira no Riviera Country Club, onde é anfitrião esta semana do Genesis Invitational do PGA Tour.
"Continuo a trabalhar, a tentar ganhar força, a aumentar a resistência do corpo e a colocar-me num nível em que possa voltar a competir ao mais alto nível", acrescentou Woods, que explicou já ter passado de treinar o approach e o putt para bater bolas completas.
"Consigo fazê-lo. Nem todos os dias o faço bem, mas consigo bater-lhes", garantiu.
Apesar da incerteza, Woods afirmou, quando questionado, que o Masters, que se disputa de 9 a 12 de abril no Augusta National, não está fora de hipótese.
Woods já conquistou o Masters por cinco vezes, a última das quais numa vitória épica em 2019, que pôs fim a uma seca de 11 anos sem vencer um major. Sofreu lesões graves na perna num acidente de automóvel em 2021, mas regressou no Masters de 2022 e terminou na 47.ª posição.
A superestrela veterana foi operada às costas em setembro de 2024 e encontrava-se em plena reabilitação quando anunciou, em março de 2025, que tinha sofrido uma rotura do tendão de Aquiles. Woods explicou que a lesão no tendão de Aquiles já não o afeta, mas a substituição do disco — a somar às múltiplas operações às costas ao longo dos anos — está a ser um desafio para a sua recuperação.
Uma nova década
"Já tive a coluna fundida e agora uma substituição de disco, por isso não é fácil. E agora entrei numa nova década, por isso esse número começa a pesar e faz-nos pensar na possibilidade de jogar num carrinho. Isso é algo que, como já disse, não farei aqui neste tour (PGA) porque não acredito nisso. Mas na Champions Tour, sem dúvida, essa opção existe", indicou.
Apesar de continuar a esforçar-se para regressar à competição, Woods tem dedicado muito do seu tempo como presidente do Comité de Competição Futura do PGA Tour, criado para definir o novo rumo do circuito.
"Pensava que, no meu melhor, passava muitas horas a treinar. Mas não se compara ao que temos trabalhado na sala de reuniões", disse Woods.
Woods espera que o PGA Tour consiga implementar um calendário renovado em 2027, embora reconheça que poderão ser necessários dois anos para aplicar todas as alterações.
A sua ideia passa por um calendário mais dinâmico, com "mais grandes jogadores a competir", mas num sistema que continue a dar oportunidades aos jovens talentos e mantenha o interesse dos patrocinadores.
Este trabalho tão exigente faz com que Woods ainda não tenha decidido se aceitará ser capitão da equipa dos Estados Unidos na Ryder Cup de 2027, embora tenha confirmado que a PGA da América já entrou em contacto consigo.
"Pediram-me a minha opinião sobre o assunto, mas ainda não tomei uma decisão. Estou a tentar perceber o que queremos fazer com o nosso tour. Isso ocupa-me horas e horas todos os dias, e também estou a pensar se realmente conseguirei dedicar o tempo necessário à nossa equipa, à Team USA e a todos os que vão participar na Ryder Cup, para estar à altura do que se espera", explicou.
