A Espanha, que já ergueu o troféu por 18 vezes, parte com um ligeiro ascendente sobre Portugal, campeão por 16, mas afastado do lugar mais alto do pódio desde 2019, com a Argentina à espreita de um deslize entre as potências ibéricas.
Nas últimas 12 edições do Mundial, integrado desde 2017 nos World Skate Games (Jogos Mundiais de patinagem), a Espanha conquistou oito títulos e um vice-campeonato, enquanto Portugal somou dois, tal como a Argentina, e ainda duas pratas.
Tendo ainda como referência as últimas 12 edições, a Argentina, além dos dois títulos arrecadados (2022 e 2015), de um total de seis, somou sete medalhas de prata, a última das quais em 2024, na final perdida para a Espanha, e duas de bronze.
Nas edições realizadas no século XXI, para além de Espanha (com 11 presenças), Portugal (9) e Argentina (11), apenas a Itália (3.ª em 2024, 2.ª em 2003 e 3.ª em 2001), a França (3.ª em 2022) e a Suíça (2.ª em 2007) subiram ao pódio do Mundial.
Oito países, divididos por dois grupos, vão disputar o título mundial no Paraguai, país sem tradição no hóquei em patins e sem seleções a competir, quer ao nível dos torneios seniores masculinos e femininos, quer ainda de sub-19.
Em Assunção, Portugal, Espanha, Suíça e Itália integram o Grupo A, enquanto Chile, Argentina, Angola e França o B. As seleções jogam entre si pela melhor classificação possível e todas passam aos quartos de final (jogando cruzado com as posições finais de cada uma das poules).
Paralelamente decorre a Taça Intercontinental, envolvendo oito seleções com posição inferior no ranking, mas ao contrário de edições recentes, os vencedores dos dois grupos não disputarão o acesso aos quartos da divisão principal.
Os campeonatos mundiais de hóquei em patins (masculino, feminino e sub-19), registaram a desistência de cinco seleções, até ao momento, nomeadamente Andorra, Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra e Índia (em masculinos).
A Alemanha e Inglaterra, vencedora das duas primeiras edições do Mundial masculino (1936 e 1939), foram os primeiros países a desistir dos Mundiais de hóquei em patins, alegando custos incomportáveis com as viagens, alojamento e preparação.
Andorra, apurada para a divisão principal pelo quinto lugar no Europeu de 2025, que Portugal venceu ao derrotar a França (4-1), abdicou de participar e abriu vaga para a subida da Suíça (sexta), que deixou desfalcada a Taça Intercontinental.
A vaga da seleção helvética foi preenchida por Moçambique, mas, depois, também os Estados Unidos e, mais recentemente, a Índia (em masculinos) desistiram e levaram a uma reorganização dos grupos da Taça Intercontinental, que tinham ficado desequilibrados (com três e cinco seleções).
A Austrália passou para o Grupo A, com México, Áustria e Moçambique, e o B integra Brasil, Colômbia, Egito e África do Sul. No entanto, uma falha no calendário, que deverá ainda ser corrigida, cruza os vencedores dos grupos nas meias-finais e não na final.
O Campeonato do Mundo (masculino) regista assim um número mínimo de presenças histórico, com 16 seleções, só equiparado à edição de 2015 (13 da edição anterior do Mundial A e três promovidas do Mundial B), depois de 27 em 2024.
Os Mundiais de hóquei decorrem integrados nos World Skate Games, uma espécie de jogos olímpicos de 11 desportos com rodas, envolvendo 40 disciplinas, e que cumprem a quinta edição no Paraguai, até 18 de outubro.
