“Aquilo que percebo é que é uma equipa que tem vontade de ganhar, de estar nos momentos de decisão e, para isso, temos que trabalhar muito e ser muito unidos, direcionar todos para o mesmo lado e, aí sim, seremos uma equipa capaz de lutar por tudo. Se assim não for vai ser muito difícil”, assumiu Reinaldo Ventura.
Para o selecionador, “é fundamental e o mais básico” para os atletas e seleção “ambicionar estar o mais perto possível da vitória”, já que considerou que “não é possível” ter outro tipo de pensamento.
Esta união que deseja em campo já existe fora dele, uma vez que “os atletas já se conhecem de outras andanças”, como de campeonatos anteriores e dos clubes e isso faz da seleção “um grupo muito unido”.
“Sabem muito bem o que representa cá estar e agora é esperar que dentro da pista, que é o mais importante, estejam realmente unidos e deem a vida uns pelos outros”, defendeu.
Um dos elementos mais recentes é o próprio selecionador, que vai ao primeiro Mundial enquanto técnico da seleção portuguesa, depois de ter estado em campo, com alguns dos que ainda são atletas e, na base do trabalho, admitiu, está o diálogo.
“Falamos muito, trocamos muitas impressões. Sou um treinador que também gosto muito de ouvir a opinião e o sentimento dos atletas e acabamos por estar diariamente em crescimento e esperemos que seja o suficiente”, indicou.
Reinaldo Ventura disse ainda à agência Lusa que gosta “muito de uma equipa muito combativa, intensa, de uma equipa que se defendam uns aos outros até não poderem mais” e, essa união dentro da pista, no seu entender, “será o ponto mais forte” de Portugal.
Sobre as seleções adversárias, Reinaldo Ventura destacou as que “são candidatas ao título”, como é o caso da Espanha, Itália, França e Argentina, que “podem criar muitas dificuldades” e o facto de se realizar no Paraguai, Portugal vai “um bocadinho às escuras, sem saber muito bem o que vai acontecer” no Mundial.
Isto, porque, a experiência do selecionador, enquanto atleta, na China e na Argentina, diz-lhe que são países em que o hóquei em patins “é jogado de forma diferente” e, nesse sentido, disse esperar ter “o grupo preparado” para o que vão enfrentar.
O grupo, na voz do capitão, Hélder Nunes, validou as palavras do selecionador ao assumir que são “muito unidos, dentro e fora da pista” e revelou ter o mesmo desejo, que esse “espírito se reflita” entre eles, mas também para os adversários.
Uma cumplicidade que, no entender de Hélder Nunes, “acaba por haver um pouco em todo o lado”, já que “os grupos são quase os mesmos”, principalmente nas candidatas ao título, com a vantagem de que, em Portugal, “muitos são amigos de casa e isso faz toda a diferença para se sentir à vontade para chamar à atenção e cobrar uns aos outros” os lances de jogo.
Apesar de considerar que “o hóquei está todo inventado”, o capitão destaca que “são os detalhes” do jogo que podem definir um jogo e isso “vai fazer parte da técnica e tática individual e coletiva” de Portugal.
A seleção principal masculina viajou para o Paraguai na quarta-feira, para, no dia 12, se estrear no Mundial de hóquei em patins frente à Suíça.
