O escândalo envolve o Valencia, que foi despromovido no campeonato das Maldivas porque o rival Green Streets não apareceu para jogar a sua partida.
Na última jornada da temporada 2025/26, o Valencia precisava de vencer o Eagles e torcer para que o Green Streets, rival direto na luta contra a despromoção, perdesse o seu último compromisso por uma diferença de pelo menos quatro golos.

O Valencia ganhou por 2-0 na quarta-feira e ficou à espera o resultado do jogo do rival, que jogaria no dia seguinte – todos os 10 clubes da elite das Maldivas dividem um único estádio, em Malé.
No entanto, numa manobra controversa, o Green Streets desistiu da sua partida contra o New Radiant pouco antes do início. Pelas regras, a ausência resultou numa falta de comparência, com resultado padrão de 2-0 para o New Radiant.
Com isso, o Green Streets "controlou" a própria derrota, impedindo que o marcador chegasse aos quatro golos necessários para o Valencia salvar-se, garantindo assim a permanência na primeira divisão.

Acusações de manipulação
O Club Valencia escalou o caso para as instâncias mundiais e continentais (FIFA e AFC), depois da Federação das Maldivas ter punido o Green Streets com um transfer ban e multa de cerca de 2500 euros.
Em comunicado oficial, o Valencia afirmou que a ausência do rival foi um ato premeditado.
"Determinar o próprio resultado é manipular o desfecho da partida", declarou o clube em nota oficial.

Um detalhe agrava a suspeita: o Green Streets chegou a divulgar o seu onze inicial na lista pré-jogo, mas os jogadores simplesmente não apareceram para o confronto.
O Green Streets negou que tenha desistido de entrar em campo de forma intencional.
