A equipa de Brad Jacobs garantiu o primeiro título do país na modalidade desde que derrotou a Grã-Bretanha na final de ouro em Sochi, em 2014.
A Grã-Bretanha teve de contentar-se com a terceira medalha de prata nas últimas quatro edições olímpicas de curling masculino, depois de ter vacilado nos dois últimos ends em Cortina d'Ampezzo. Os britânicos continuam à espera do primeiro título masculino desde 1924, ano após o qual o curling esteve ausente do programa olímpico durante 74 anos.
O torneio ficou marcado por polémica no início dos Jogos, depois de o sueco Oskar Eriksson ter acusado o canadiano Marc Kennedy de batota, ao que este respondeu insultando-o. Kennedy desvalorizou os palavrões, defendendo que o curling precisa de modernizar a sua imagem tradicional.
Depois de estar a perder por 4-3 a meio da final, a Grã-Bretanha passou para a frente com dois pontos no sexto end. As equipas foram trocando pontos até que o Canadá desferiu um golpe decisivo no penúltimo end.
O skip canadiano Jacobs conseguiu garantir três pontos para a sua equipa, embora a sua pedra amarela tenha saído da casa, impedindo o quarto ponto e dando uma réstia de esperança à Grã-Bretanha, que entrou no 10.º end a perder por 8-6.
A Grã-Bretanha de Bruce Mouat foi derrotada num end extra pela Suécia na final de 2022, mas desta vez nem conseguiu forçar esse desfecho, já que os adversários mantiveram a calma.
