Jogos Olímpicos de Inverno: Investigação a suspeitas de aumento peniano no salto de esqui

Investigação a suspeitas de aumento peniano no salto de esqui
Investigação a suspeitas de aumento peniano no salto de esquiPhoto par TOBIAS SCHWARZ / AFP

Os responsáveis antidoping dos Jogos Olímpicos de Milão Cortina vão investigar suspeitas de aumento peniano no salto de esqui, um método que poderá permitir melhorar o desempenho, anunciaram durante uma conferência de imprensa esta quinta-feira em Milão, na véspera da cerimónia de abertura.

Estas suspeitas, reveladas pela imprensa alemã, baseiam-se numa teoria segundo a qual alguns saltadores de esqui recorreriam a injeções de ácido hialurónico para engrossar a zona genital e, assim, alterar a amplitude do fato. Este método permitiria aos atletas obter uma superfície maior no ar, voando durante mais tempo e, consequentemente, aterrar mais longe.

"Não conheço os detalhes do salto de esqui – nem de que forma isto pode melhorar o desempenho – mas, se algo vier a surgir, analisaremos toda a informação caso esteja efetivamente relacionada com doping", garantiu Olivier Niggli, diretor-geral da Agência Mundial Antidopagem (AMA).

Citado em janeiro pelo jornal alemão Bild, Kamran Karim, médico no hospital Maria-Hilf de Krefeld, perto de Düsseldorf, afirmou ser possível criar um "engrossamento temporário e visível do pénis através de injeções de parafina ou ácido hialurónico". Esta prática, acrescentou, envolve "riscos".

Os fatos de salto de esqui, altamente regulamentados, podem dar origem a sanções em caso de alterações. Ainda em janeiro, três membros da equipa técnica da seleção norueguesa de salto de esqui foram suspensos por 18 meses pela Comissão de Ética da Federação Internacional de Esqui (FIS) devido a acusações de manipulação dos fatos durante os Campeonatos do Mundo de Esqui Nórdico em Trondheim em 2025.

O caso rebentou quando dois saltadores noruegueses, Marius Lindvik – que defende o seu título em grande trampolim nos Jogos Olímpicos de 2026 – e Johann Andre Forfang, foram desclassificados após o controlo do seu equipamento.

Posteriormente, ambos foram suspensos por três meses pela FIS. Na sequência deste caso, a Federação Norueguesa admitiu que os fatos tinham sido efetivamente alterados de forma intencional, mas que os dois saltadores não eram responsáveis por esta fraude.