"Conseguimos impedir um ciberataque que visava vários sites do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a começar pelo de Washington, bem como alguns locais associados aos Jogos Olímpicos de Milão Cortina, nomeadamente hotéis na região de Cortina d'Ampezzo", revelou o senhor Tajani, citado pelos meios de comunicação.
Desde 26 de janeiro, elementos da polícia italiana especializados em cibersegurança estão presentes nos principais sites ligados ao evento, que termina a 22 de fevereiro, segundo um comunicado oficial. As intervenções têm como objetivo proteger infraestruturas críticas e monitorizar a rede, tanto por motivos de ordem pública como para prevenir eventuais ameaças terroristas.
Esta atividade segue "dois eixos estratégicos: a proteção das infraestruturas informáticas críticas e a vigilância da rede por razões de ordem e segurança públicas, bem como para a prevenção e combate a possíveis iniciativas terroristas", de acordo com a mesma fonte.
Durante os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, foram reportados à Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação (Anssi) 141 "incidentes de cibersegurança" relacionados com os Jogos Olímpicos, sem que nenhum tenha afetado o normal desenrolar das provas.
A Rússia, tradicional potência olímpica, terá apenas uma equipa de 13 atletas em Milão Cortina, que terá de competir sob bandeira neutra, uma sanção imposta pelo Comité Olímpico Internacional após a invasão da Ucrânia por Moscovo, poucas semanas depois dos últimos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, em 2022.
