Tornando-se o atleta mais titulado nos Jogos de Inverno graças ao triunfo da sua equipa no estafeta, Klaebo, de 29 anos, sublinhou que "trabalhou mesmo muito para isto", juntamente com o seu avô, que esteve presente em Itália para assistir ao triunfo do neto.
"Ele tem 83 anos, mas continua a ser, digamos, a pessoa mais inovadora", destacou na zona mista Klaebo, que arrecadou quatro medalhas de ouro em outras tantas provas no Val di Fiemme.
"Poder ver isto aqui e (constatar) o que conseguimos ao longo dos anos é incrível. Tenho um enorme orgulho na paciência que teve comigo. Sempre que falamos de treino ou de outra coisa, tem sempre uma ideia. Tem sempre algo a acrescentar. Isso dá-me confiança", explicou o norueguês.
"Lê livros, todo o tipo de artigos científicos para se manter atualizado, para aprender e perceber o que podemos melhorar constantemente. É realmente especial", acrescentou o atleta natural de Trondheim.
"Passámos tantos dias a viajar juntos. Era ele quem preparava os meus esquis quando eu era mais novo. Era ele quem fazia os planos de treino. Também era ele quem me levava aos treinos e me trazia de volta. (Fazia) Tudo. Foi um apoio enorme. Não estaria aqui sem ele", acrescentou o incansável nórdico, agora isolado no topo do palmarés dos Jogos de Inverno.
Superar o recorde de medalhas de ouro, "é simplesmente algo de que me orgulho muito, sem dúvida", afirmou. "Poder fazê-lo com a equipa também tem um significado enorme. É difícil encontrar palavras, porque ainda não assimilei totalmente", concluiu.
