Jogos Olímpicos de inverno: Suspeitas de aumento peniano entre saltadores de esqui investigadas

Serão investigadas as suspeitas de aumento peniano entre saltadores de esqui
Serão investigadas as suspeitas de aumento peniano entre saltadores de esquihttps://x.com/juegosolimpicos/status/2019569508957004130

Os responsáveis antidoping dos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026 (6-22 de fevereiro) afirmaram esta quinta-feira que vão investigar as suspeitas sobre um método alegadamente utilizado por saltadores de esqui para aumentar o tamanho do pénis, com o objetivo de melhorar os seus resultados.

"O salto de esqui é muito popular na Polónia, por isso prometo-vos que vou dedicar-me a este tema", afirmou o presidente polaco da Agência Mundial Antidopagem (AMA), Witold Banka, questionado sobre o assunto numa conferência de imprensa.

Essas suspeitas, reveladas pela imprensa alemã, baseiam-se na teoria de que saltadores de esqui estariam a submeter-se a injeções de ácido hialurónico para aumentar o tamanho da zona genital e, assim, alterar a amplitude do seu fato de competição.

Esse procedimento permitiria aos saltadores obter uma maior superfície no ar, voar durante mais tempo e, consequentemente, aterrar mais longe.

"Não conheço os detalhes do salto de esqui, nem como isso pode melhorar o desempenho, mas se acontecer, vamos analisar toda a informação para verificar se está efetivamente relacionada com o doping", garantiu Olivier Niggli, diretor-geral da AMA.

Em janeiro, no jornal alemão Bild, Kamran Karim, médico no hospital Maria Hilf de Krefeld (perto de Düsseldorf), declarou que era possível criar um "aumento temporário e visível do pénis graças a injeções de parafina ou de ácido hialurónico", mas que se trata de uma prática que acarreta "riscos".

Suspensões de 18 meses

Os fatos de competição dos saltadores de esqui são altamente regulamentados e podem dar origem a sanções caso sejam modificados.

Três membros da equipa técnica da seleção norueguesa de saltos de esqui foram suspensos por 18 meses em janeiro pela Comissão de Ética da Federação Internacional de Esqui (FIS), após terem sido acusados de manipular os fatos durante o Mundial de esqui de fundo em Trondheim (Noruega) em 2025.

O caso ganhou destaque quando dois saltadores noruegueses, Marius Lindvik – que vai defender o seu título olímpico no trampolim grande destes Jogos – e Johann Andre Forgang foram desqualificados após um controlo ao seu fato.

Foram depois suspensos por três meses pela FIS. A Federação Norueguesa acabou por admitir que os fatos tinham sido modificados voluntariamente, mas que os dois saltadores não eram os responsáveis pela manobra.