O trio, que também levou o Canadá ao ouro em Pequim-2022, terminou a prova em dois minutos e 55,81 segundos, ficando 0,96 segundos à frente dos Países Baixos e garantindo o primeiro ouro do Canadá em patinagem de velocidade nestes Jogos de Milão-Cortina.
Este foi apenas o terceiro ouro do país nestes Jogos, depois das vitórias de Mikael Kingsbury nos duplos moguls masculinos e de Megan Oldham no big air de esqui freestyle feminino.
"Patinámos juntas durante oito anos. Não creio que haja muitas outras equipas que não tenham mudado a sua formação ao longo destes oito anos", afirmou Weidemann, que também conquistou a prata nos 5.000 metros e o bronze nos 3.000 metros em Pequim.
"Defender o título juntas significou muito, mas também sabíamos, ao entrar nesta prova, que era altura de passar um pouco o testemunho. Há uma nova geração de patinadoras canadianas a surgir e estamos muito entusiasmadas por as ver."
"As três fizemos muito pela perseguição por equipas. Estamos prontas para assistir à próxima geração. Tenho orgulho do legado que deixamos na patinagem de velocidade no Canadá. Abrimos caminho com esta equipa."
Maltais, de 35 anos, concordou que não irão competir nos próximos Jogos Olímpicos.
"O futuro? Acho que daqui a quatro anos já não estaremos lá", disse Maltais, entre risos. "Essa é a resposta direta. A Isabelle, no final da corrida, ainda com os patins calçados, perguntou: 'então é isto?'"
Já Blondin, também com 35 anos, ainda não confirmou se continuará a competir após estes Jogos, mas afirmou que pretende manter-se ligada à Speed Skating Canada de alguma forma.
