Danielle Scott, da Austrália, conquistou a medalha de prata, enquanto o bronze foi para a compatriota de Xu, Shao Qi.
Xu, de 35 anos, soma cinco participações olímpicas, 35 vitórias em Taças do Mundo — um recorde na disciplina de saltos acrobáticos — e lidera atualmente o ranking da Taça do Mundo. A Federação Internacional de Esqui e Snowboard descreveu-a como a melhor saltadora acrobática de sempre.
Além do ouro em Pequim-2022, conquistou a prata por equipas mistas nos mesmos Jogos e a prata individual em Sochi-2014.
Na final de quarta-feira, na estância alpina de Livigno, Xu destacou-se das adversárias, alcançando 112,90 pontos no último salto, contra 102,17 de Scott e 101,90 de Shao.
Xu emocionou-se, erguendo os braços em celebração enquanto segurava a bandeira chinesa.
Scott, também com 35 anos e quatro participações olímpicas, tinha afirmado que queria conquistar o ouro, mas a australiana não conseguiu superar a rival chinesa. O facto de ambas ocuparem os dois primeiros lugares é notável numa modalidade normalmente dominada por atletas mais jovens.
Shao, de 24 anos, participou nos seus segundos Jogos Olímpicos e conquistou a sua primeira medalha.
Os saltos acrobáticos são uma disciplina desafiante, em que os atletas saltam de uma rampa quase vertical, lançando-se até 20 metros no ar e realizando acrobacias complexas antes de aterrarem numa encosta íngreme. Durante o exercício, atingem velocidades superiores a 60 quilómetros por hora. As prestações são avaliadas pela altura, distância, estilo, grau de dificuldade e aterragem, com uma pontuação máxima de 150.
A disciplina faz parte do programa olímpico desde Lillehammer 1994.
