"Enquanto a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia continuar, não posso apoiar o regresso dos símbolos nacionais, bandeiras, hinos e camisolas, que são inseparáveis deste conflito", escreveu o político maltês nas redes sociais, considerando "inaceitável" que atletas de ambos os países tenham sido convidados sem terem ultrapassado provas de qualifying.
Na terça-feira, um representante do Comité Paralímpico Internacional (CPI), Craig Spence, anunciou à AFP que russos e bielorrussos vão estar presentes nos Jogos Paralímpicos em Itália com os seus símbolos nacionais, ao contrário do que acontece nos Jogos Olímpicos atualmente a decorrer, em que têm de competir sob bandeira neutra e após cumprirem um conjunto de condições.
O CPI atribuiu seis convites à Rússia e quatro à Bielorrússia
Esta decisão foi considerada "dececionante e escandalosa" esta quarta-feira pelo ministro do Desporto ucraniano, Matvii Bidny, na rede social X.
"Na Rússia, o desporto paralímpico tornou-se um pilar para as pessoas que Putin enviou para a Ucrânia para matar e que regressaram da Ucrânia feridas e com deficiências", acrescentou o ministro.
"Dar-lhes uma plataforma significa dar voz à propaganda de guerra", denunciou.
O presidente do Comité Paralímpico Ucraniano, Valery Sushkevich, declarou na terça-feira à AFP que estava "indignado" com a notícia, mas rejeitou um boicote porque acredita que Vladimir Putin poderia apresentá-lo como um triunfo russo sobre os paralímpicos ucranianos.
A cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina está marcada para 6 de março e o evento termina a 15 de março.
A decisão do CPI relativamente à Rússia e à Bielorrússia representa um passo significativo para a reintegração desportiva de ambos os países, afastados do panorama desportivo internacional desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, com o apoio da Bielorrússia.
