Mau tempo: Associação de Futebol de Coimbra regista danos em muitas infraestruturas desportivas

Mau tempo assolou região de Coimbra
Mau tempo assolou região de CoimbraMunicípio de Coimbra

Vários equipamentos desportivos do distrito de Coimbra foram afetados pela depressão Kristin, com Praia da Leirosa (Figueira da Foz) e Pereira (Montemor-o-Velho) a registarem danos, embora na maioria dos casos não tenha afetado a atividade desportiva.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Futebol de Coimbra (AFC), Vitor Simões, disse que "há muitos estragos" em vários clubes ao nível de queda de muros e vedações e em coberturas.

O dirigente adiantou que a AFC está a efetuar os levantamentos dos estragos e que ainda não foi possível estimar o valor total dos prejuízos.

O Clube Recreativo da Praia da Leirosa, na Figueira da Foz, terá sido um dos mais afetados pela depressão Kristin, que derrubou 375 metros lineares de vedação do campo de futebol e arrancou 84 painéis solares instalados no telhado dos balneários, que abastecia o campo de futebol e o pavilhão da coletividade.

São muitos milhares de euros de prejuízo, que, sem estarem totalmente contabilizados, posso dizer que "variam entre 100 e 150 mil euros", disse à agência Lusa o presidente Mário Ruivo.

Há ainda a registar uma baliza partida, cerca de 20 painéis publicitários danificados e rasgos nalguns pontos do relvado sintético do campo de futebol, que nesta época apenas serve escalões de formação.

Na Associação Desportiva, Cultural e Recreativa de Pereira, no concelho de Montemor-o-Velho (distrito de Coimbra), os estragos rondam os 50 mil euros, referiu à agência Lusa o presidente Jorge Ferreira.

O clube, que disputa a primeira divisão distrital da AFC, ficou sem a cobertura da bancada, que tinha sido reconstruída há quatro anos, e com rachas na estrutura de betão da infraestrutura.

Parte do telhado dos anexos do pavilhão gimnodesportivo da coletividade também voou com o vento.

"Foi tudo à vida e temos de recomeçar da estaca zero", lamentou Jorge Ferreira, lembrando que o clube também foi atingido em 2018 pela tempestade Leslie.

Segundo o presidente da AFC, o Cova Gala (Figueira da Foz), Febres (Cantanhede), Lousanense (Lousã), Sourense (Soure), Ribeirense (Ribeira de Frades, Coimbra) e Tabuense (Tábua), todos no distrito de Coimbra, também sofreram estragos significativos.

No caso do Tabuense, houve muros que caíram sobre automóveis estacionados, e no Febres verificaram-se danos na cobertura e nas vedações.

Apesar dos vários equipamentos desportivos afetados, Vítor Simões frisou que, "só em dois ou três casos", se registaram impedimentos à atividade desportiva.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


Menções