Mau tempo: Associação de Futebol de Coimbra suspende jogos das distritais no fim de semana

Elementos da Federação Portuguesa de Remo retiram material desportivo do centro náutico
Elementos da Federação Portuguesa de Remo retiram material desportivo do centro náuticoPAULO NOVAIS/LUSA

A Associação de Futebol de Coimbra decidiu esta quinta-feira suspender todos os jogos das competições distritais que estavam agendados para o fim de semana, em consequência do mau tempo que tem afetado a região.

“Por deliberação da direção da Associação de Futebol de Coimbra, comunica-se a suspensão de todos os jogos das competições distritais agendados para o período compreendido entre os dias 13 e 15 de fevereiro”.

Em comunicado, a Associação de Futebol de Coimbra explicou que esta decisão foi tomada “na sequência dos recentes acontecimentos que se têm verificado em todo o distrito de Coimbra, consequência do mau tempo e, principalmente, das chuvas intensas que continuam a assolar a região”.

“Enchentes, derrocadas, quedas de árvores, estradas cortadas, que resultam na impossibilidade de circulação segura das equipas, nas suas deslocações entre localidades, para realização dos jogos das competições oficiais distritais, dentro e fora dos seus concelhos”.

Para a Associação de Futebol de Coimbra, esta tomada de posição “é a mais sensata e adequada” ao momento que se vive no distrito, sendo “a segurança de pessoas e bens primordial para todos”.

“Apelamos novamente ao bom senso de todos os clubes filiados, às suas equipas, dirigentes, jogadores, técnicos e demais agentes desportivos, no sentido de se unirem e, entre si, antecipadamente, em função de cada realidade, se ajustarem em soluções que conduzam à retoma pacífica dos jogos das nossas competições”.

Esta quinta-feira de manhã, a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho tinha solicitado à Associação de Futebol de Coimbra o adiamento dos jogos das camadas jovens nos territórios abrangidos pelo mau tempo e pelas consequentes cheias.

“Devia haver bom senso da Associação de Futebol, para se permitir adiar jogos de equipas de formação em concelhos e freguesias afetados pelas cheias”, disse o presidente daquela Câmara, no distrito de Coimbra, numa declaração à agência Lusa.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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