“Por deliberação da direção da Associação de Futebol de Coimbra, comunica-se a suspensão de todos os jogos das competições distritais agendados para o período compreendido entre os dias 13 e 15 de fevereiro”.
Em comunicado, a Associação de Futebol de Coimbra explicou que esta decisão foi tomada “na sequência dos recentes acontecimentos que se têm verificado em todo o distrito de Coimbra, consequência do mau tempo e, principalmente, das chuvas intensas que continuam a assolar a região”.
“Enchentes, derrocadas, quedas de árvores, estradas cortadas, que resultam na impossibilidade de circulação segura das equipas, nas suas deslocações entre localidades, para realização dos jogos das competições oficiais distritais, dentro e fora dos seus concelhos”.
Para a Associação de Futebol de Coimbra, esta tomada de posição “é a mais sensata e adequada” ao momento que se vive no distrito, sendo “a segurança de pessoas e bens primordial para todos”.
“Apelamos novamente ao bom senso de todos os clubes filiados, às suas equipas, dirigentes, jogadores, técnicos e demais agentes desportivos, no sentido de se unirem e, entre si, antecipadamente, em função de cada realidade, se ajustarem em soluções que conduzam à retoma pacífica dos jogos das nossas competições”.
Esta quinta-feira de manhã, a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho tinha solicitado à Associação de Futebol de Coimbra o adiamento dos jogos das camadas jovens nos territórios abrangidos pelo mau tempo e pelas consequentes cheias.
“Devia haver bom senso da Associação de Futebol, para se permitir adiar jogos de equipas de formação em concelhos e freguesias afetados pelas cheias”, disse o presidente daquela Câmara, no distrito de Coimbra, numa declaração à agência Lusa.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
