Mau tempo: Associação de Futebol de Leiria sem previsão para a retoma

Carlos Mota Carvalho com Pedro Proença
Carlos Mota Carvalho com Pedro ProençaAssociação de Futebol de Leiria

O presidente da Associação de Futebol (AF) de Leiria, Carlos Mota Carvalho, afirmou estar “preocupado” com os “danos avultados” nas instalações desportivas, causados pela depressão Kristin, assumindo não saber quando se poderá retomar a prática desportiva na região.

Sabemos que quem mais apoia o movimento associativo são as autarquias e as juntas de freguesia e que estas estão focadas no essencial, em que a população tenha condições mínimas de vida. Mas ao nível desportivo estamos preocupados porque os danos são avultados e não sabemos quando podemos reativar a pratica desportiva”, afirmou.

À margem do primeiro Congresso do Futebol Português, na Cidade do Futebol, em Oeiras, o dirigente leiriense informou que a AF Leiria procurou contactar os clubes da região, deparando-se com dificuldades em comunicar, devido às falhas de rede e de Internet que afetaram a região na quarta-feira.

Mota Carvalho aferiu que a associação conseguiu fazer uma avaliação e que “uma parte significativa” dos clubes sofreram danos nas suas infraestruturas.

“Saliento vários danos de milhares de euros em campos de futebol mas também em pavilhões, nos quais os telhados voaram na totalidade e os pisos estão a ficar totalmente danificados (…). Vai ser preciso uma grande união, um grande espírito de sacrifício e uma grande resiliência entre todos nós”, rematou o dirigente.

Mota Carvalho afirmou que quem vive no distrito de Leiria “vê efetivamente a devastação existente”, por mais que as notícias transmitam “informações importantes”, salientando que há regiões sem Internet, água e luz.

O dirigente leiriense confessou já ter contactado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, afirmando que os clubes do distrito irão precisar de “muito apoio”, mas dizendo que não houve “promessas de apoio financeiro” por parte do organismo, apenas de “visita ao local”.

Não há promessas de apoio financeiro, há promessas de visita ao local. Estamos a fazer o levantamento e depois vamos pedir o apoio financeiro à FPF e ao Governo e se não houver apoio será muito difícil para os clubes de Leiria terem ânimo para reativar a atividade”, rematou.


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