Francisco Alves Rito confirmou à Lusa que os danos que os ventos fortes registados na sequência da depressão Kristin, que passou por Portugal continental na madrugada e manhã de quarta-feira, provocaram “estragos no estádio e no pavilhão, com telhas e cadeiras arrancadas, peças da estrutura caídas e lonas publicitárias danificadas”.
“Estes estragos afetam o funcionamento das atividades do clube e a preservação dos equipamentos desportivos designadamente por deixarem com entradas de água o pavilhão Antoine Velge e por haver também problemas de segurança para a utilização dos camarotes sobre a bancada descoberta do estádio”, explicou.
O dirigente do emblema setubalense, cuja equipa principal de futebol lidera a I divisão da Associação de Futebol de Setúbal, avançou que estão já em curso alguns trabalhos para atenuar os efeitos da tempestade.
“As reparações já estão a ser feitas pelo departamento de manutenção do clube. A Câmara Municipal também já participou no diagnóstico do impacto desta tempestade no complexo do estádio do Bonfim e certamente também participará nas reparações necessárias”, referiu.
O Vitória de Setúbal vai no sábado, a partir das 9:00 horas, junto à Gestão de Sócios do Bonfim, reunir um grupo de voluntários para, com os funcionários de manutenção do recinto, procederem a alguns trabalhos de reparação, avançou Francisco Alves Rito.
“Para sábado o clube está a mobilizar um conjunto de voluntários, pessoas que estão disponíveis para ajudar o Vitória no que for necessário. Decidimos apelar aos vitorianos para que se juntem ao clube e à estrutura de manutenção para nesse dia podermos realizar uma ação de reparação e preservação do espaço, designadamente na recolocação das cadeiras que voaram com o vento”, disse.
O líder dos vitorianos vincou que além das reparações de alguns dos estragos causados pela tempestade na madrugada de quarta-feira também serão feitas outras intervenções pelas pessoas que vão estar na iniciativa.
“Também contamos aproveitar essa disponibilidade para ações de limpeza, para pequenos consertos, sendo que há alguns trabalhos mais estruturais e especializados, como a remoção de telhas antigas ainda em fibrocimento, que terão de ser feitos naturalmente por pessoas devidamente habilitadas”, afirmou.
Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.
A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
