As candidaturas ao Fundo de Apoio Urgente às Catástrofes Naturais da FPF, no valor de 100 mil euros, abriram na sexta-feira, abrangendo clubes, sociedades desportivas e associações.
Hoje, durante uma visita à Academia da União das Freguesias de Parceiros e Azoia/Associação de Futebol de Leiria para avaliar os efeitos do mau tempo, Pedro Proença disse haver possibilidade de ir mais além, “se houver necessidade”.
“A FPF não se substitui ao Estado nem aos municípios. A FPF tem as suas limitações e o que fez foi uma primeira abordagem daquilo que foi a disponibilidade financeira momentânea. Esta verba não estava orçamentada, mas fomos capazes de encontrar um valor que pudesse acolher as primeiras necessidades”, afirmou, em resposta a críticas surgidas de responsáveis de clubes das zonas afetadas, que consideraram escasso o valor, dada a dimensão dos prejuízos.
Em Leiria, Pedro Proença admitiu que a FPF poderá rever o apoio: “Se houver necessidade, teremos de encontrar forma de fazer um reforço deste modelo financeiro de acompanhamento, tendo a noção clara que os fundos são finitos”.
Proença acrescentou acreditar que, a nível governamental, “ninguém irá criar limitações para que esses apoios possam acontecer”.
“Não quero tecer comentários sobre o que será a decisão política sobre o tema. Tenho a plena convicção, e conhecendo a senhora ministra do Desporto, que tudo se fará para podermos minimizar esta catástrofe para o desporto nacional”, reforçou.
A presença na Academia da União das Freguesias de Parceiros e Azoia/Associação de Futebol de Leiria foi justificada pelo facto da FPF ter investido na construção do complexo, parcipalmente destruído pela depressão Kristin.
Mas a visita, feita “de forma simbólica”, teve como objetivo assinalar o “todo o envolvimento solidário com que o país se tem envolvido em função desta calamidade”.
Da parte da FPF, além da ativação do Fundo de Apoio Urgente às Catástrofes Naturais, também foram abertas as portas da Cidade do Futebol, que “a União de Leiria pode utilizar, de modo a que as competições profissionais não tivessem uma interrupção”.
Hoje, Pedro Proença anunciou também a realização de um jogo de Portugal no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, em 10 de junho, antes da equipa das ‘quinas’ partir para o Mundial2026. A receita reverterá para os clubes do distrito de Leiria afetados.
Esta tarde, o presidente da Associação de Futebol de Leiria (AFL) avançou que cerca de 75% dos equipamentos relacionados com o futebol e futsal no distrito foram afetados pelo mau tempo.
“Sobretudo onde a tempestade teve uma intensidade muito maior: Leiria, Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós, o norte do distrito e também a sul houve problemas, nomeadamente nas Caldas, no Campo da Boneca, e em Peniche”, detalhou Carlos Mota Carvalho.
Todas as competições da AFL estão paralisadas, envolvendo cerca de 13.400 atletas, quatro mil dirigentes e 200 árbitros. “Mas direta ou indiretamente, afirmamos sem qualquer problema que o movimento associativo envolve 25% da população do distrito, que ronda as 400 mil pessoas”.
Segundo o dirigente associativo, ainda não há uma data definida para o regresso das competições:
“Estamos a fazer uma avaliação semanalmente, tendo em conta o estado de calamidade de vários concelhos do distrito. Queríamos ver se no início do mês de março era possível retomar algumas atividades, nomeadamente as competições que têm provas que dão acesso aos campeonatos nacionais. Tanto no futebol como no futsal, não queremos prejudicar esses clubes. O arranque tem de ser por aí”, concluiu.
