O homem de 37 anos, companheiro da vítima, que tinha iniciado com ela a ascensão de inverno ao Grossglockner (3.798 metros) em janeiro de 2025, foi considerado culpado em primeira instância pelo tribunal de Innsbruck, no Tirol (oeste), segundo a agência APA.
O tribunal não pôde ser contactado de imediato para confirmação e a sentença ainda não é definitiva, já que o arguido – que também terá de pagar uma multa de 9.400 euros – pode recorrer. Tinha-se declarado inocente. No entanto, segundo o juiz, a falecida estava "a milhas" do seu nível e colocou-se "sob a sua responsabilidade".
O casal estava mal preparado e mal equipado, partiu demasiado tarde e não teve as reações adequadas perante condições meteorológicas extremas. Deveria ter regressado mais cedo. De acordo com a versão do sobrevivente, a situação agravou-se quando a sua companheira deixou de conseguir avançar.
Desceu sozinho, a pedido dela, para procurar ajuda já tarde na noite, e o corpo foi encontrado na manhã seguinte. As análises demonstraram depois que a vítima sofria de uma infeção viral. Uma ex-companheira do acusado relatou, durante o seu testemunho, uma ascensão ao Grossglockner que tinha feito com o homem na casa dos trinta.
Durante a descida, "deixou-a sozinha no meio da noite" porque ela era demasiado lenta. Disse-lhe que não devia "fazer um drama da situação".
