Fórmula 1: Arranque da época "pronto a avançar" apesar de perturbações no Médio Oriente

O circuito do GP da Austrália no Albert Park, em Melbourne
O circuito do GP da Austrália no Albert Park, em MelbourneChris Putnam / Shutterstock Editorial / Profimedia

O responsável australiano da Fórmula 1, Travis Auld, afirmou esta segunda-feira que o caos nas viagens devido aos ataques dos EUA e de Israel ao Irão não deverá afetar o Grande Prémio de abertura da temporada, embora cerca de 1.000 elementos das equipas tenham tido de reorganizar e alterar os seus voos.

Muitos dos pilotos, engenheiros, chefes de equipa e outros elementos estão sediados na Europa, sendo o Médio Oriente um importante ponto de ligação aérea no trajeto para Melbourne. Com a primeira corrida do ano marcada para este fim de semana, todos foram apanhados na maior perturbação do transporte aéreo mundial desde a pandemia de COVID-19, com Dubai, Bahrain e Doha a serem afetados.

Auld referiu que falou esta segunda-feira com os principais responsáveis da Fórmula 1 e que "todos vão estar prontos para a corrida".

"As últimas 48 horas obrigaram a algum reajuste de voos. Essa responsabilidade cabe, em grande parte, à Fórmula 1. A organização trata das equipas, dos pilotos e de todo o pessoal necessário para que este evento aconteça, e são bastantes pessoas. Pelo que percebi ao falar com eles esta manhã, já está tudo definido, todos vão estar aqui prontos para a corrida e, para os adeptos, não se vai notar qualquer diferença", afirmou numa conferência de imprensa.

"Já há alguns pilotos na Austrália e também há membros das equipas já em solo australiano. Mas há vários no Reino Unido e um pouco por toda a Europa que ainda precisam de chegar, por isso tiveram de encontrar alternativas. Foi um processo e acredito que lhes deu bastante trabalho", acrescentou.

Auld revelou ainda ao canal Channel Nine que perto de 1.000 funcionários da F1 foram obrigados a reorganizar os voos, estando agora previsto que cerca de 500 deles, vindos da Europa, cheguem em três aviões fretados.

"Todo o material está aqui e pronto a ser utilizado. Estamos numa situação em que temos plena confiança de que não haverá qualquer impacto", acrescentou Auld, com os carros já nos contentores no circuito de Albert Park, prontos a serem descarregados para as boxes das equipas.

Depois de Melbourne, a Fórmula 1 segue para a China e depois para o Japão, onde não se prevêem problemas. No entanto, há dúvidas quanto à 4.ª jornada no Bahrain (de 10 a 12 de abril) e à prova na Arábia Saudita, uma semana depois.

"As nossas próximas três corridas são na Austrália, China e Japão e não no Médio Oriente – essas provas só se realizam dentro de algumas semanas. Como sempre, acompanhamos de perto qualquer situação deste género e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades competentes", afirmou um porta-voz da F1.

O Grande Prémio da Austrália, que costuma atrair mais de 450.000 adeptos, vai marcar a estreia de um novo regulamento abrangente. Houve uma revisão tanto das regras dos motores como dos chassis, com o objetivo de criar mais oportunidades de ultrapassagem e melhorar a sustentabilidade ambiental do desporto.

Os pilotos debateram-se com as alterações nos testes de pré-época no Bahrain e mostraram-se pouco entusiasmados.

O campeão do mundo da McLaren Lando Norris vai iniciar a defesa do seu título em Melbourne, naquela que será a primeira corrida da nova equipa Cadillac – com a dupla experiente Valtteri Bottas e Sergio Perez ao volante.