Com todas as equipas a esforçarem-se para se adaptarem à profunda alteração dos regulamentos de motores e chassis, a Williams ficou atrás do ritmo e optou por não participar no shakedown, preferindo realizar testes virtuais de pista, com Albon e o seu colega de equipa, Carlos Sainz.
A Williams participou nos testes da semana passada, no Bahrein, e volta a estar em pista esta semana, mas o piloto tailandês-britânico mostra-se preocupado com a possibilidade de terem perdido terreno importante para a Mercedes, Red Bull, McLaren e Ferrari.
"Obviamente foi frustrante não participar em Barcelona", afirmou Albon, de 29 anos, à AFP.
"É claro que perdemos uma oportunidade de aprender. Estamos um pouco em desvantagem em relação aos nossos rivais ao longo da grelha. E percebemos que há tanto para aprender nestes dias. Cada dia tornou-se extremamente valioso. Mesmo olhando apenas para nós próprios, a evolução que tivemos do primeiro dia de testes na semana passada até ao ponto em que estamos agora é enorme", acrescentou.
O chefe de equipa, James Vowles, já afirmou que está determinado em garantir que a Williams iguale pelo menos o 5.º lugar no Mundial de construtores em 2025, o seu melhor resultado partilhado nos últimos 10 anos.
"Partilho a mesma visão do James", disse Albon.
"Sinto que seria sempre bom estar ainda mais perto das equipas do topo e afastar-nos da luta do meio da tabela. Realisticamente, penso que será um grande desafio para nós conseguirmos lá chegar. Somos uma equipa muito ambiciosa. Infelizmente, encontrámos alguns obstáculos e, por isso, estamos em desvantagem. Neste momento, não estamos onde queremos. Isso não significa que não possamos voltar ao top 5 dos construtores e fazer uma boa época, mas temos de recuperar terreno", acrescentou.
Tailândia "especial"
O piloto nascido em Londres, que anunciou o seu noivado com a golfista chinesa da LPGA, Lily He, no mês passado, é apenas o segundo piloto em 75 anos de Fórmula 1 a competir sob a bandeira tailandesa.
"Sinto-me muito tailandês na minha identidade", afirmou Albon.
"Sou budista e sinto-me muito próximo do povo tailandês, da cultura tailandesa. Identifico-me muito mais com a Tailândia do que com qualquer outro lugar. Por isso, significa muito para mim. O que mais me marcou foi, no meu primeiro pódio na Fórmula 1, ver a bandeira da Tailândia atrás de mim. Foi mesmo especial", assumiu.
Essa paixão pelo país da mãe – o seu pai é o piloto britânico Nigel Albon – também alimentou o desejo de criar um Grande Prémio na Tailândia.
"Um dos meus maiores objetivos é tentar concretizar isto", afirmou.
"Acho que seria incrível para o país. Falamos quase todos os dias sobre como podemos tornar isto possível. Por isso, é um grande objetivo meu. Acredito que o país tem a infraestrutura, hospitalidade e simpatia necessárias para o receber", defendeu.
Albon acredita ainda que a Tailândia pode afirmar-se como a capital do desporto motorizado da região.
"Fora o Japão, não existe realmente uma estrutura para o desporto motorizado no Sudeste Asiático. É preciso que exista uma. E adorava que fosse a Tailândia. Diria que é necessário criar uma cultura e uma estrutura para conseguirmos concretizar isto. Além disso, seria fantástico poder dizer que a Tailândia é quase a casa asiática do desporto motorizado ou da Fórmula 1", concluiu.
