Recorde-se que a dupla não contará com o apoio da SVR e Toyota Gazoo Racing South Africa para a reparação total da viatura no Bivouac, refúgio onde irão pernoitar.
“Não há muito a dizer. Logo na primeira parte da etapa, uma fuga de óleo da caixa de direção deixou-nos sem direção assistida por cerca de 50km. No PitStop a equipa ajudou-nos a reparar o problema e prosseguimos a bom ritmo. Depois, a 100km do final, numa zona de velocidade limitada a 30 km/h, no pó de outro concorrente, bati numa pedra e arranquei uma das rodas da frente. Consegui reparar e acabar a etapa e o carro parece estar ok. O nosso único objetivo daqui para a frente será lutar pelo triunfo em etapas”, explicou João Ferreira.
O espanhol Carlos Sainz (Ford Raptor) é, agora, o segundo da geral, a 57 segundos do companheiro de equipa depois de ter sido penalizado por excesso de velocidade, com o qatari Nasser Al-Attiyah (Dacia Sandrider) em terceiro, a 1.10.
O dia foi de muitos problemas para os homens que seguiam na frente, com o francês Sébastien Loeb (Dacia Sandrider) a ficar, também, sem direção assistida. Al-Attiyah e o sueco Mathias Ekstrom (Ford Raptor) perderam-se e cederam mais de 10 minutos, numa etapa em que carros e motas cumpriram um percurso diferente.
Esta é a primeira vez que Nani Roma lidera o Dakar desde a edição de 2014, ainda na América do Sul, que ganhou.
Maria Gameiro (Mini) voltou a ter um dia difícil, terminou na 110.ª posição e está, atualmente, no 74.º lugar da geral.
Nas motas, o dia foi do espanhol Tosha Schareina (Honda), que venceu e recuperou terreno para a frente da corrida, batendo o australiano Daniel Sanders (KTM) por 04.35 minutos, com o sul-africano Michael Docherty (KTM) em terceiro, a 04.50.
O argentino Luciano Benavides (KTM) teve dificuldades de navegação e cedeu mais de 11 minutos, perdendo a liderança da prova.
Bruno Santos (Husqvarna) foi o melhor português, na 23.ª posição, seguido de Martim Ventura (Honda), em 24.º. Nuno Silva (KTM) foi 87.º.
Na geral, Sanders voltou ao comando, agora com 06.24 minutos de vantagem sobre o norte-americano Ricky Brabec (Honda), com Benavides em terceiro, a 07.05 minutos.
Martim Ventura é 14.º, quarto das Rally 2. Bruno Santos é 18.º da geral, enquanto Nuno Silva, que na véspera não pôde participar na etapa devido a um erro de navegação, continua em super-rally, mas está em 93.º, com uma penalização de 35 horas.
Nos SSV, Hélder Rodrigues (Polaris) foi o melhor português, na sétima posição, com João Dias (Polaris) em 11.º e João Monteiro (Can-Am) em 12.º. Bruno Martins (Polaris) foi 24.º e Alexandre Pinto (Polaris) 27.º.
Na geral, Monteiro é o terceiro, já a mais de uma hora do líder, o norte-americano Brock Heger (Polaris). João Dias é 10.º, Alexandre Pinto 17.º.
Nos camiões, o lituano Vaidotas Zala (Iveco), navegado pelo português Paulo Fiúza, foi o segundo mais rápido, a 01.53 minutos do checo Ales Loprais (Iveco) e ocupa o segundo lugar da geral.
A décima etapa do Dakar 2026 prossegue a fase maratona, com os concorrentes a enfrentarem um percurso circular com início e fim em Bisha. A especial cronometrada tem cerca de 371 km, sob uma temática dominada pela areia e dunas extensas, que serão o elemento predominante ao longo da maior parte do traçado.
A quantidade e diversidade das dunas, com variações de cor e forma, exigem dos pilotos não apenas velocidade, mas também técnica especializada na condução em areias mais macias e traiçoeiras.
