O carro desenhado por Adrian Newey enfrentou vários problemas durante os exigentes testes de pré-época, incluindo uma unidade motriz Honda pouco fiável e falta de peças suplentes.
Foi o carro mais lento e com menos voltas realizadas, completando apenas 128 voltas ao longo de três dias no Bahrein – o equivalente ao que muitas equipas fizeram num só dia.
A situação não melhorou à medida que se preparam para a corrida inaugural da época em Melbourne, este fim de semana.
Adrian Newey revelou que ambos os pilotos estão a sofrer vibrações tão intensas no volante que só conseguiriam completar, respetivamente, 25 e 15 voltas.
"Essa vibração no chassis está a causar alguns problemas de fiabilidade, espelhos a cair, luzes traseiras a desprenderem-se, esse tipo de situações, que estamos a tentar resolver", afirmou.
"Mas o problema mais grave é que essa vibração acaba por ser transmitida diretamente para os dedos dos pilotos. O Fernando sente que não consegue fazer mais de 25 voltas consecutivas sem correr o risco de sofrer lesão nervosa permanente nas mãos. O Lance considera que não pode ultrapassar as 15 voltas antes de atingir esse limite", explicou.
"Acho que não faz sentido não sermos abertos e honestos nesta reunião", acrescentou Newey, considerado o maior designer que o desporto já viu.
"Vamos ter de limitar fortemente o número de voltas que fazemos na corrida até conseguirmos identificar a origem da vibração e melhorar o problema na sua fonte", concluiu.
Antes do Grande Prémio da Austrália, chegou a especular-se que a equipa poderia nem sequer participar, mas acabou por chegar conforme planeado.
A Aston Martin entrou em 2026 com grandes expectativas, devido à chegada de Newey, que também foi nomeado diretor de equipa.
