Fórmula 1: Equipas e staff fretam voos para Melbourne para evitar atraso no GP

Travis Auld garante que a corrida de 2026 será realizada conforme previsto
Travis Auld garante que a corrida de 2026 será realizada conforme previstoTRACEY NEARMY / POOL / AFP

O responsável máximo da Fórmula 1 australiana, Travis Auld, afirmou que o caos nas viagens provocado pelos ataques dos EUA e Israel ao Irão não deverá afetar o Grande Prémio de abertura da temporada, mas cerca de mil membros das equipas tiveram de agir rapidamente e alterar os seus voos.

Muitos dos pilotos, engenheiros, chefes de equipa e outros profissionais estão sediados na Europa, e o Médio Oriente é um dos principais pontos de escala nas viagens para Melbourne.

Com a primeira corrida do ano marcada para este fim de semana, todos foram apanhados na maior perturbação do transporte aéreo global desde a pandemia de Covid, com Dubai, Bárem e Doha a serem afetados.

Auld revelou que falou com os principais responsáveis da Fórmula 1 na passada segunda-feira, e "todos estarão aqui prontos para a corrida".

"As últimas 48 horas exigiram algum reajuste nos voos. Essa responsabilidade cabe sobretudo à Fórmula 1. A organização trata das equipas, dos pilotos e de todo o pessoal necessário para que este evento aconteça, e são bastantes pessoas. Segundo o que me transmitiram esta manhã, está tudo confirmado, todos estarão aqui prontos para a corrida e, para os adeptos, não vão notar qualquer diferença", explicou durante uma conferência de imprensa.

"Já há alguns pilotos na Austrália; também há membros das equipas que já estão na Austrália. Mas há vários que estão no Reino Unido e espalhados pela Europa que precisam de chegar, por isso tiveram de encontrar outra solução; foi um processo para eles e acredito que lhes deu bastante trabalho", acrescentou.

Auld disse ainda ao canal Channel Nine que perto de mil funcionários da Fórmula 1 foram obrigados a reorganizar os voos, estando previsto que cerca de 500 deles, vindos da Europa, cheguem em três aviões fretados.

"Toda a carga está aqui e pronta a ser utilizada. Estamos numa posição em que temos plena confiança de que não haverá qualquer impacto", acrescentou Auld, com os carros nos seus contentores no circuito de Albert Park, prontos para serem descarregados para as boxes das equipas.

Depois de Melbourne, a Fórmula 1 segue para a China e depois para o Japão, que não deverão ser afetados. No entanto, há dúvidas sobre a 4.ª jornada no Bárem (de 10 a 12 de abril) e na Arábia Saudita uma semana depois.

"As nossas próximas três corridas são na Austrália, China e Japão e não no Médio Oriente – essas provas só se realizam daqui a algumas semanas. Como sempre, acompanhamos de perto qualquer situação deste género e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades competentes" afirmou um porta-voz da F1.

O Grande Prémio da Austrália, que costuma atrair mais de 450 mil adeptos, vai marcar a estreia de um novo regulamento abrangente. Houve uma revisão tanto das regras dos motores como dos chassis, com o objetivo de criar mais oportunidades de ultrapassagem e melhorar a sustentabilidade ambiental do desporto.

Os pilotos enfrentaram estas alterações nos testes de pré-temporada no Bahrein e mostraram-se pouco entusiasmados.

O campeão do mundo pela McLaren Lando Norris vai iniciar a defesa do seu título em Melbourne, que será também a primeira corrida da nova equipa Cadillac, com a dupla experiente Valtteri Bottas e Sergio Perez ao volante.